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quarta-feira, 23 de outubro de 2013

O leviano

O leviano é de lata e leve
e levou longe o love.
Ele vem de blablablá e cinismo
à moda helênica, lima a práxis
e ele é liso e lesa a lógica
E ele é light e late, late tarde...
E longe ermita da latitude argumentativa
razoável e finalmente morta em ideal,
neste sentido
o leviano ainda beberá leite real.
Lava-me a alma em ironia,
o leviano é um deleite!

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Bar caro é melhor, meu*


Eu sou meio moderno, meio de direita, por isso frequento bares muito bons.
Não sei se você sabe, mas nós, meio modernos, meio de direita, nos julgamos a base do empresariado, desde que consegui este estágio no banco há 15 meses. (Deve ter alguma coisa indo bem com um estágio de mais de 15 meses, confere?)
No bar caro que ando frequentando nas últimas semanas o empreendedor é o Otávio Rosquetta, dono, que cumprimento trocando cartões e acreditando conseguir assim 500 novos clientes pro banco, além de melhorar a imagem.
Nós, meio modernos, meio de direita, adoramos ficar "amigos" do dono, com quem falamos sobre carro enquanto nossos amigos não chegam para falarmos de bebedeira e mulher.
"Ô, Otávio, traz mais um baldinho de Heineken pra gente", eu digo, soltando a gravata, e me sinto parte de Wall Street.
Nós, meio modernos, meio de direita, odiamos fazer parte do Brasil, por isso vamos de camisa longa a bares caros, que têm mais mulher turbinada que os bares ruins, onde tem frango à passarinho ou carne de sol com macaxeira que são os pratos baratos, de quem não tem grana, e não se serve petit gateau.
Se bem que nós, meio modernos, quando convidamos uma mina para sair pela primeira vez, atacamos mais de camarote vip do que tète-a-tète, porque a gente gosta de coisa cara, exclusiva e tal, mas na hora do vamos ver mostrar que tem bastante grana por contraste social é o que conta na Vila Country e micareta.
A gente até gosta do Brasil, mas muito bem dividido. Não é qualquer Brasil. Cada um do seu lado da corda.
Assim como não é qualquer bar caro.
Tem que ser um bar caro novo, um pub, matéria na Vejinha, cerveja importada e, se tiver porção de cebola empanada e área exclusiva, a gente bate uma punheta ali mesmo.
Quando um de nós, meio modernos, meio de direita, descobre um novo bar caro que nenhum outro meio moderno, meio de direita frequenta  não nos contemos: twittamos e marcamos no foursquare a turma inteira de meio modernos, meio de direita e decretamos que aquele lá é o nosso novo bar caro.
Porque a gente acha que o bar caro é moderno e o bar barato não é, como eu já disse.
O problema é que aos poucos o bar caro vai se tornando velho, vai sendo frequentado por vários meio modernos, meio de direita e gostosas mais ou menos turbinadas.
Até que uma hora tem promoção de chopp e aparece escritório de advocacia, contabilidade, happy hour de telemarketing, barangas e nesse ponto a gente já se sente incomodado e quando chega no bar caro e tá cheio de gente que não é nem meio moderna, nem meio de direita e foi lá para ver se tem mesmo promoção, gente com dinheiro e gostosas, a gente diz: eu gostava disso aqui antes, quando só vinha a minha turma de meio modernos, meio de direita, as gostosas mais ou menos turbinadas e uns quarentões endinheirados que andavam de Harley Davidson.
Porque nós, meio modernos, meio de direita, adoramos dizer que frequentávamos o bar antes de ele ficar barato, vamos a tal balada de camarote vip, ouvimos a música nova no repeat com o porta-malas aberto.
Nós até aturamos os intelectuais que estavam na praia antes, uns maconheiros que sabem tocar violão e usam sandália havaiana, mas isso a gente acha sujo, e a gente detesta sobretudo os pobres que chegam depois, de marmita e cheio de filho cagão chorando.
Pobre não mesmo, a gente não gosta de pobre, velho e feio; de brasileiro só os empregados.
E a gente abomina PeTralha, abomina mesmo, acima de tudo.
Os donos dos bares caros que a gente frequenta se dividem em dois tipos: os que entendem a gente e os que não entendem.
Os que entendem percebem qual é a nossa, mantém o bar caro sem promoção, chamam pra evento reservado toda sexta-feira, introduzem petit gateau no cardápio e não aceitam cheque ou que fique sem camisa lá dentro. Só cartão ou dinheiro, de preferência sem troco.
Eles sacam que nós, meio modernos, meio de direita, somos meio inseguros e nos dispomos a pagar mais caro por aquilo que todo mundo acha um abuso absurdo.
Os garçons que entendem qual é a nossa, diante da segregação, trocam insultos bêbados pelos 10% que pagamos, ou não, engolem seco e põem um sorriso estéril no rosto pensando que cada cerveja ali tem o valor de duas horas de seu trabalho.
Aí eles se fodem, porque a gente adora isso, a gente gosta pagar de rico, como já disse algumas vezes, é aquela coisa cada um no seu lugar, tão americana, tão moderna.
Não pense que é fácil ser meio moderno, meio de direita, no Brasil!
Ainda mais porque a cada dia está mais difícil encontrar bares caros do jeito que a gente gosta, os pobres estão todos com carro (fosse no busão), funk e rap ligado no talo, prontos para encher nossos bares caros de gente baranga, pobre e a difundir a cebola empanada pelos quatro cantos do nordeste.
Para desespero dos meio modernos, meio de direita, como eu que, por questões ideológicas, preferem cebola empanada e Guinness stout (que não é a mesma coisa que a pilsen nacional, a qual prefiro mas é barata, nós meio modernos, meio de direita, achamos que a gringa é muito mais moderna que nós preferimos essa marca, Guinness, que é mais assim St. Patrick, saca?).
- Ô Otávio, vê um Johnny Walker aqui pra mim. Tem Red, Green, Black e qual mais?

* este texto é um exercício paráfrase e antônimos ideológicos do texto de "Bar ruim é lindo, bicho" de Antonio Prata

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Sweetheart

Eu vi você velha no sonho
E eu te roubava um beijo
Como qualquer ladrão,
Como fora meu, sweetheart
Mas já banguela, grisalha,
doce, diabética exalava
tanto açúcar refinado,
Você velha no sonho, que envelhece também.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Litoral

Se onda não é relevante,
ninguém segue.
Se o coco não é refrescante,
ninguém bebe.

É que todo ano elas tem dezoito
e querem coito...
e que ainda penso no amor, no mar
como aquele com quem hoje me estranho:
ancioso, levando fora de oito...

O que me era ruim bebi com rum
E não, não jogo buraco
na casa de praia.
Nem quando chove, que saco!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Planos e ângulos

MInguam
e o sentido escapa
de uma existência
que não se justifica
além de si
e as coisas prontas, disponíveis,
não cabem no meu número, ou encaixam
espiritualmente
a matéria não bastA MAIS
O QUE EU FAÇO
com tanta vida
que escorre na existência
insignificada em derrrrrame agudo
que escorrrrre na existência que expõem
a natureza duma responsabilidade
grossa que se parte grave
procurando algo que nunca será
nada além de, reticências partidas...

terça-feira, 19 de julho de 2011

Crânios

Nossos contingentes crânios vivos
Ali no travesseiro compartilhado
Pressionam nossa existência
à revelação de uma condição
pelos lábios, sonda adentro,
crânio com crânio, vivos!
Pernas trançadas até as cadeiras,
empuxos firmes pelos cabelos
A resfregar dente com carne,
com dente, com carne
num fio frio dilacerado à espinha
que convulsiona o resto todo misturado
num simples vetor, biológico e feliz.

Ontologia do Cachorro

Não é bem poesia canina
é mesmo uma estatística em clausura
Desconfiada demais
de como um cachorro sarnento
apanha suas coisas humanas...
suas pulgas e peçanhas
no mato da vida sem luz.
Suas partes e portas fechadas
e perspectivas rasteiras, chapadas
contra concebendo em cruzadas
o pavor das noites claras que caem
o giro das viaturas
a recolher nós vagabundos
e impedir-nos as matilhas
de traumatizados, terão mais sabão:
"cachorro lobo é melhor morto"
Tão humano com vontade, medo e latidos
para com aquele frango girando na padoca
de cadela banca a louca
e baba espuma branca pela boca
seca deste agosto.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Colmeia

Tu foste o fim da infância
quando te vi, me vi ereto
e apontando tuas entrâncias
me vi homem, me vi feto.
Aquele ego com moleira
onisciente em ideal
encontrara a violeira,
a roqueira, trash metal,
a mais bela, tais flores vermelhas,
a mais doce, qual o de leite:
Minha ira - mãe de abelhas -
ungindo sexo foste o azeite.

Do meu épico foste rainha,
do cósmico amor em ladainha,
das catedrais de nossas línguas,
do infinito de nossos ouvidos,
atentos de promessas, envolvidos
fez carne, de repente, com pentelhos.
O velho mundo nos fez velhos
e vaguei zangando-me adulto
até entender ser feliz, sem tumulto.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Dream On

O que foi aquilo?
O que fomos nós
aquele dia?

O mais mágico final,
o mais mítico começo?

Teu abraço, tuas covinhas,
teus olhos nos meus olhos
tão cúmplices e companheiros,
teus cabelos, teus cheiros.

Dez em sete vezes que te amo!
Tua beleza é teu infinito,
tua neblina com teu brilho
O que foi? O que foi aquilo?

A repetição me inebria em teu ciclo.
Encanta-me cada gesto, te reconheço.
Cada palavra, cada gracejo.

Só você dança comigo.
Só teu peito me embala
no mais belo final que valha
o mítico começo que se fala.

Eu só quero que você me queira,
Amore da minha vida...

Cada palavra, cada gracejo
cada risada, cada...

Cada beijo!
Que não se sabe passado,
ou futuro, ou final,
ou começo...

Cada beijo!
Que não conhece o tempo
pois sonho é destino,
felicidade é caminho,
cada beijo, carinho.

domingo, 22 de março de 2009

Prenda da História

O que que foi agora?
Pensando na vida?
Era tudo o que querias.
Não tudo de saída,
mas feliz caminho a fora.

Tremendas mordomias...
E aquela tua prenda,
era tamanha regalia
do povo era oferenda
ao deus de cara horrenda,
contigo ela deitava
sonhava e só durmia
quando a noite vos deixava,
quando levantasse o dia.

Não tudo de saída,
mas feliz caminho a fora
como da vez que escreveu
aquela ótima metáfora,
só não me lembro a história,
sentimentos ou ferida.
Nem do que aconteceu,
nem do que será memória.
O que que foi agora?

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Nihil lacrima citius arescit

P'ra eu te esquecer é um minuto.
O que eu chorei
Foi só por pobre de mim.
Amanhã vai ter outro a fim
E nem lembrarei
que disseram que amei.

Pois bem eu sabia
que seu coração aflito
evitava o conflito
e cansado durmia,
se achando o astuto,
enquanto eu gozei.

Sei, bem, eu sei.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

3 possibilidades para a destruição do amor

"Acabamos de definir a tríplice destrutibilidade do amor: em primeiro lugar, é essencialmente um logro e uma remissão ao infinito, posto que amar é querer que me amem, logo, querer que o outro queira que eu o ame. (...) Em segundo lugar, o despertar do outro é sempre possível; a qualquer momento ele pode fazer-me comparecer como objeto: daí a perpétua insegurança do amante. Em terceiro lugar, o amor é um absoluto perpetuamente feito relativo pelos outros. Seria necessário estar sozinho no mundo com o amado para que o amor conservasse seu caráter de eixo de referência absoluto. Daí a perpétua vergonha do amante, ou seu orgulho, o que, neste caso, dá no mesmo."
(SARTRE, Jean-Paul; "O Ser e o Nada", pág. 470, Ed. Vozes)

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Ofídeo

Esse cara (Squeeze Girl) é tão trash, mas tão trash que merece um poeminha trash, só pra ele:

Você rompeu
membranas no meu coração.
Dilacerou meu peito,
roubou meu sorriso,
calou um violão ventrículo,
meu assunto morreu venoso.

Uns anos de retratos,
uma caixa inútil
na vida de um réptil.

O sangue frio
bota fogo nas fotos:
uma a uma.

O sol e a desmemória
aquecem as hemácias
num abraço-anaconda,
viram amazonas à caça
de subterfúgios de carne.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Branded Baby


A imagem (provavelmente) é da AdBusters. Não é grande novidade fazer montagens, ou ver pessoas "de verdade" com tatuagens e logotipos corporativos, mas é a primeira vez que vejo num bebê amamentando.

Não sobraram muitos comentários depois da foto...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Bono Vox e a Sagacidade Lusitana

Em um concerto do U2 em Lisboa, Bono pediu silêncio ao público e começou a bater palmas compassadamente. Olhando para as pessoas, que estavam em silêncio, ele disse no microfone:

- Eu quero que vocês pensem em algo muito sério. A cada batida de minhas mãos, uma criança morre na África.

Nesse momento uma voz das arquibancadas grita:

- Então para de bater, ó filho da p*&¨%!

(Recebi por e-mail)

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Piores Sites do Mundo

Eis aqui uma lista com os piores sites que já vi e me lembro, caso consigam se lembrar de outros, agradeço desde já pelas dicas:


http://havenworks.com/
Este site ganha na categoria "Portal". Sim... isso foi feito seriamente por alguém. E... não! Eu nunca tive coragem de clicar em nenhum link daqui.



http://www.dolly.com.br/
Pior site na categoria "Comercial". A Dolly consegue se impor como marca mais relaxada, mais mal-cuidada, mais "jogada às traças" da história de produtos que "até que vendem". Ela não poderia deixar por menos na internet.



http://www.asdf.com/
Pior site na categoria "Relevância de conteúdo". Entre e saiba o que é asdf, caso você realmente não tenha mais nada de útil pra ver.



http://www.geocities.com/zonapodre/
Pior site na categoria "Foi por querer". Não deixe de navegar por aí... algumas fotonovelas preciosas aguardam por você.



http://suzanadeoliveira.com/
Pior site na categoria "Portifólio". É claro que é muito anti-ético fazer o que estou fazendo, mas, neste caso, Suzana de Oliveira merece um award. Além das inúmeras bandas de heavy-metal desconhecidas entre o grosso de seus clientes, há uma certa altura do site onde acabam-se os links e vc fica preso na internet, wow! Lembra muito aqueles sites de "última página da internet" aqui e aqui e aqui.



http://www.daltony.com.br
Pior site na categoria "Daltony". Me surpreendi e até fiquei um pouco triste quando entrei no site agora. Daltony está se profissionalizando e uma agência muito esperta lhe fez um site novo. O site antigo tinha letras de músicas do Daltony, invenções pouco úteis do Daltony e a maior expansão que um ego humano já experimentou na hora de se auto-definir. De qualquer modo, no site novo ainda temos a história de vida do Daltony, que dá uma amostra muito modesta de sua personalidade enquanto "Rei do Pão de Queijo".



http://www.tetris1d.org/
Pior site na categoria "Game". Veja o que acontece quando uma piada nerd é levada às últimas conseqüências.


Por último, vai nosso querido Campeão Geral:

http://www.pudim.com.br
Está há 10 anos no ar (!) e tem o domínio religiosamente quitado na locaweb para deixar disponível uma horrorosa foto de um pudim e um incógnito endereço de email.


Bonus Link:

http://www.jellotime.com
Pois é, mas o Pudim.com.br ganhou uma versão web 3.0, vem aí, agora com muuuuuito mais interatividade: Jello Time!!!

Pastor do Espírito Santo



Ri pra não chorar da matéria de Domingo no Fantástico que falava sobre o pretencioso pastor que interpretou a Bíblia errado. Não que isso seja raro no Brasil, hoje mesmo comprei um papel higiênico que falava sobre "Fribras Celulósicas" na embalagem; mas é a primeira vez que vejo um sujeito simples, e com tanta fé, se ferrar pesado por ler Bíblia... se bem q ele, no máximo, perdeu todos os 12 fiéis que tinha.

Enfim! Comento sobre o pastor-pedreiro (sente só a escolha de palavras em favor da desmoralização) que convenceu um casal, depois de um "sonho revelador" da própria fiel, que aos "olhos de Deus" não seria errado que ele fizesse um filho nela. Eles rezaram antes do ato, Jesuis! Se quiser detalhes, clique aqui. Eu já tive o bastante pra dizer o q vou dizer...

Todos sabemos que, desde Lutero, muita confusão aconteceu quando ler a "Palavra Sagrada" e interpreta-lá ficou um pouco mais fácil com os tipos móveis e as traduções da Reforma. Mas o que vem acontecendo com a proliferação de cultos no Brasil é que a falta de educação não dá tempo de educar nem mesmos os pastores. Resultado é que eles cometem gafes inimagináveis e precisam ser desmoralizados, através da própria ignorância, no programa de maior audiência de língua portuguesa.

Muita fé e pouca educação são os problemas da nação. Aqui vai o trecho onde nosso "irmão" confundiu a palavra "adúltera" (aquela que trai) com a palavra "adultera" (modifica corrompendo). Sim! Aquele mesmo acento agudo no "ú" que diferencia "cobre" de "esfincter" (ha-ha-hááá!). Diretamente do Antigo Testamento, livro de Oséias, capítulo 3:

3:1 Disse-me o Senhor: Vai outra vez, ama uma mulher, amada de seu amigo, e adúltera, como o Senhor ama os filhos de Israel, embora eles se desviem para outros deuses, e amem passas de uvas.

Imagina se ele continuasse e tivesse uma grana?!
3:2 Assim eu comprei para mim tal mulher por quinze peças de prata, e um hômer e meio de cevada;

Se continuasse um pouco mais haveria um paradoxo! (mas o q diabos é um paradoxo?)
3:3 e lhe disse: Por muitos dias tu ficarás esperando por mim; não te prostituirás, nem serás mulher de outro homem; assim também eu esperarei por ti.

Ahhhhh! Tempos de guerra.. tudo isso se explica porque os filhos de Israel ficarão muitos dias...
3:4 Pois os filhos de Israel ficarão por muitos dias sem rei, sem príncipe, sem sacrifício, sem coluna, e sem éfode ou terafins.

Bom...deu, deu... não dá pra voltar atrás...
Foi assim a história da mulher que deveria ser adulterada, mas virou adúltera pelas mãos do pastor do Espírito Santo...
Espírito Santo... o verdadeiro pai de Jesus(!!!)

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

A flor do gato


É... o design de embalagens mostrando a que veio ao mundo! Esse é uma ração para gatos franceses que, ao que parece, promete eliminar flatulências felinas...

Posso não falar nada?

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Toalhinha Chapada



Sinto que não sobrou ninguém para me compreender. O tempo levou meus amigos, amigas, minhas intimidades adolescentes para um lugar onde não posso resgatá-las em público... Não posso mais falar abertamente sobre as coisas que preciso, sob a pena de não ser interessante ou de me expor ao ridículo. Minha memória e as histórias que vivi vão esvaindo da minha mente como se tudo o que vivi até agora absolutamente não fizesse diferença para ninguém. Nem mesmo os momentos compartilhados com os outros parecem ter algum valor quando minha presença é lembrada. Tudo aquilo que acreditava ser "vida perfeita" desmonta como um beck a ser dixavado e fumado pela letargia dessa fumaça verde que já está impregnada em todos os meus fios de cabelo.

Já não fecho mais os olhos para pular. E quando pulo não é mais do alto. Todos conseguiram sua própria companhia e eu não mais consigo me aproximar de ninguém. O desespero é tão imenso que enquanto o raciocínio me grita que não posso amar mais o desejo do que o objeto desejado, meus animais me sufocam implorando o contato com um corpo alheio qualquer. Antes fosse mudo do que ter uma voz que não se presta a falar algo de valor ou mesmo riso à minha amada!

Maldita vergonha de mim mesmo, de olhar as pessoas nos olhos, como se ninguém mais dentro do comboio tivesse fumado um baseado pela manhã. Sou um marginal de mim mesmo que agora se isola sobre o anonimato infantil da internet para escrever as coisas que corroem minha realidade pós-formado-empregado-se-virando-sem-mulher-ou-sorte.

Não sei nada sobre o amor na metrópole, ou sobre qualquer valor possível para o relacionamento entre um homem e uma mulher neste ambiente tão devorador. A confiança em encontrar alguém de naipe vai sumindo a cada namorada que chifra e goza do respectivo em meus lençóis. Uma delas já me disse que fico com a melhor parte da história: "você me come e não precisa agüentar minha TPM"...

No fundo o que ela quis dizer é que ninguém espera responsabilidade qualquer de minha parte. Nem mesmo sem camisinha eu trepo para aquela vagabunda não ter chance de engravidar, sem chance! Até porque namorada dos outros só aparece quando tá menstruada... Estas vacas vêm e vão e às vezes me apego a elas... o que a solidão não faz com o ser humano?! Até que elas percebem como sou ridículo, carente, sem amor-próprio e vão embora com seus respectivos oficiais...

Me sinto como se fosse a toalhinha chapada do South Park... pior! Como se a toalhinha fosse um modess... tudo por culpa de mim mesmo e das coisas que faço.

"Do you wanna get hiiiiiiigh?!"