O que é uma guerra?
Simples e infantil te pergunto:
Por quê? Qual é o sentido?
O que vai te resolver sair tretando na vida?
De verdade... tá rolando,
parece que se aproxima como uma besta apocalíptica
daqueles mitos que precisam ser resgatados
pois as imagens estão muito distantes dos círculos
e sem referência cotidiana.
Precisa pensar no passado pra entender...
É coisa de filme dentro das sociedades...
pessoas brincando de bang-bang ao vivo,
correndo de carro e moto, na roleta russa...
e eu assistindo na minha própria preocupação cotidiana,
besta e metropolitana...
fazendo da vida exatamente o que hollywood
mostrou por décadas, por razões dramáticas.
Ou sou só eu preocupado com o noticiário, viajando na deles?
Tá do jeito que sempre foi, se olhar pro passado...
Uma gazeta existencial e pós-contemporânea. Contém poesias embaraçosas, expressões viscerais escarradas e uma boa dose de caótico desejo intenso. Tudo sem absolutamente nenhum compromisso com a verdade ou ficção.
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segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Guerra
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segunda-feira, 11 de maio de 2009
Uma Palavra
Se todas as almas do mundo
escutassem ao mesmo segundo
Teria uma ou duas palavras...
O que você falaria?
Paz, amor, gol?
O nome da sua amada?
Nome da sua banda, nada?
Se fossem as almas do mundo
por total atenção um segundo
você venderia pra um comercial?
Falaria seu próprio nome,
agiria em causa nobre?
Trocaria na internet
por um novo patinete?
Se todas as almas do mundo
lhe escutassem um segundo
gritaria ou calmaria,
a quem você diria?
À sua distante terra,
ao seu distante deus,
à sua próxima guerra?
Se todas as almas do mundo
lhe escutassem uma palavra
entoaria ou prozaria?
Faria apologia proibida?
À ecologia, ao polo, à vida?
"Rock 'n roll!", "toca Raul!",
ou um sonoro "vão tomá no cú!"?
escutassem ao mesmo segundo
Teria uma ou duas palavras...
O que você falaria?
Paz, amor, gol?
O nome da sua amada?
Nome da sua banda, nada?
Se fossem as almas do mundo
por total atenção um segundo
você venderia pra um comercial?
Falaria seu próprio nome,
agiria em causa nobre?
Trocaria na internet
por um novo patinete?
Se todas as almas do mundo
lhe escutassem um segundo
gritaria ou calmaria,
a quem você diria?
À sua distante terra,
ao seu distante deus,
à sua próxima guerra?
Se todas as almas do mundo
lhe escutassem uma palavra
entoaria ou prozaria?
Faria apologia proibida?
À ecologia, ao polo, à vida?
"Rock 'n roll!", "toca Raul!",
ou um sonoro "vão tomá no cú!"?
terça-feira, 22 de abril de 2008
Branded Baby

A imagem (provavelmente) é da AdBusters. Não é grande novidade fazer montagens, ou ver pessoas "de verdade" com tatuagens e logotipos corporativos, mas é a primeira vez que vejo num bebê amamentando.
Não sobraram muitos comentários depois da foto...
sexta-feira, 18 de abril de 2008
Desista da Publicidade

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O mesmo pessoal que fez e distribuiu adesivos escritos "You don't need it" para colar em cartazes e placas publicitárias há poucas semanas atrás, agora lança uma nova campanha onde promete ajudar publicitários que queiram desistir da profissão e fazer outra coisa. Eles prometem inclusive ajuda financeira! Se você, colega, acha que não vai mais dar certo, eis a solução... Aqui vai o link para se informar e aqui o link para preencher o formulário de adesão.
Vou dar uma lida com cuidado nos termos agora. Não nego possibilidades! hehehe

Bom... não preciso dizer que achei a idéia muito boa. Tanto a primeira dos adesivos, como esta incentivando e bancando um mundo com menos marketeiros/publicitários.
Obviamente, não é uma medida que trará alguma alteração pragmática no mundo. No entanto, toda vez que se pára pra pensar sobre a crescente antipatia mundial contra os métodos mercadológicos, eu acho válido. Gosto de ver holofotes midiáticos focando neste assunto... A grande ironia na minha opinião é que tudo o que é criado para fins "anti-publicitários" acaba fagocitado pelo mainstream-corporate-trendy-stilish-cutting-edge e regorgitado em forma de peças mal e porcamente parafraseadas/ parodiadas.
Não demora pra Nike ou a Sprite distribuirem stickers "anti-publicidade". Nada específico contra as duas empresas dadas como exemplo; mas que não demora, não demora :-s
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Custom-Capitalism vs. Capitalismo de Consumo

Olhei para a foto e esta foi a primeira coisa que veio à minha cabeça "custom capitalism". Sei muito bem que Capitalismo de Consumo é um termo científico e que ele deve englobar milhões de conceitos dentro de sociologia, economia e etc. Ainda em tempo, não sei se existe alguma tradução para o termo em inglês... ou se ele foi cunhado por algum francês que não é aceito na literatura anglo-saxônica.
Mas (!) uma coisa eu sei: a palavra custom, por forças culturais, quer dizer muito mais do que "consumo". Custom significa, antes, um hábito, uma prática, um modo de agir social. Custom é definitivamente um fato social. Numa consulta simples um dicionário online qualquer, como o Answers.com, podemos encontrar o seguinte:
Custom
noun
1. A habitual way of behaving: consuetude, habit, habitude, manner, practice, praxis, usage, usance, use, way, wont.
2. The commercial transactions of customers with a supplier: business, patronage, trade, traffic. See transactions.
adjective
1. Made according to the specifications of the buyer: custom-built, customized, custom-made, made-to-order, tailor-made.
O que queria explicitar é que o ato de consumir tem um significado muito mais complexo no léxico daqueles cuja língua-mãe é o inglês. Para nossotros, hablantes de português, creio que faria mais sentido o termo "Capitalismo de Costume" ou "Capitalismo sob medida", ao invés de "Capitalismo de Consumo". Consumo conota algo perjorativo em mim, algo descartável, destruidor, imoral e definitivamente estrangeiro. Já vi centenas de plaquinhas em estabelecimentos comerciais ingleses onde se lê "thanks for your custom", imagine aqui no Brasil... hahaha "Obrigado pelo seu consumo"? Muito politicamente incorreto para os meus super-padrões brasileiros de coisas politicamente incorretas. Acho que as padarias vão continuar com o famoso "Obrigado pela preferência", o que no final das contas acaba por ser um agradecimento ao hábito, ao costume daquela pessoa (tal qual o é na Inglaterra).
Esta foto, tirada por Sam Javanrouh em Toronto, tem muito mais sentido assim: Custom-Capitalism. Não desmerecendo o nome dado pelo fotógrafo, muito mais poético e descritivo ("The Fountain").
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Como achar aquela fonte que você precisa e não tem?

Essa dica é pros colegas designers:
A próxima vez que seu cliente mandar aquele arquivo pra você "só" alterar o texto e aparecer uma lista de 29 missing fonts, não mande seu mecenas para a "casa do caralho": respire fundo, abra o Google e digite o nome da fonte que você precisa seguido de ".zip" e/ou ".rar".
Por exemplo: hoje precisei da família "Humanist 521 BT"; digitei no buscador "humanist521BT.zip" e tcharan! Lá estava o arquivo me esperando com um sorriso... A família inteira!
Bom... se nem isso resolver, você pode ainda tentar uns outros sites muito bons:
AllFontz.com
DaFont.com
E dois tipógrafos nacionais muito bons e reconhecidos:
Misprintedtype.com (Fontes com falhas de impressão)
Just in Type.com (Fontes inspiradas em pixação urbana)
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quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Comunidades na Internet
A inclusão digital no Brasil trouxe conseqüências inimagináveis. Pessoas de todas as idades, regiões e classes sociais do nosso país (de "dimensões continentais") integram o que hoje pode ser cogitada como a maior base de dados sobre a população brasileira: o Orkut. Obviamente, dentro disso subentende-se todo o potencial mercadológico e comunicacional das informações que podem ser extraídas deste site específico. Se existe alguma metáfora para "inconsciente coletivo", creio que o Orkut seja o que melhor se encaixa aqui em terras tupiniquins.
Muita gente e ingenuidade/ignorância abundante para com o meio é o que mais caracterizou o Orkut pra mim. Muitas pessoas cometeram orkuticídio em função disso até... Outras voltaram depois de um tempo de "rehab" e aprenderam sobre o quê querem e o que não querem expor de suas vidas...
Todos voltam pro Orkut depois de terminar um namoro, é evidente, meu caro Watson. Sua função como bem disse um amigo uma vez, é servir como o "grande barzinho da nação", onde vc pode encontrar alguns amigos, conhecer outros e obter informações valiosas sobre quem conhece quem, quem responde quem, quem gosta do quê... A quantidade de assuntos aumenta muito depois de ver as comunidades que aquela gatinha "participa".
Não demorou muito para que o Carnaval fosse incorporado também. Muitos começaram a criar avatares-fantasia e saíram na gandaia: seqüestros relâmpago com informações do Orkut, crises incontroláveis de ciúmes, bancarrota de relacionamentos estáveis, crescimento significativo na venda de câmeras digitais, uma vontade incontrolável de checar o computador a cada 15 minutos na esperança de um scrap... e muita, muita putaria... Já testemunhei linchamentos eletrônicos em página de scraps de acusados de assassinato, e já prestei homenagens póstumas a contatos orkutianos... Novos tempos pedem novos rituais.
O mais engraçado de tudo é que, embora o site tenha sido proposto, uma época pelo menos, para maiores de 18 anos, isso definitivamente não foi o que aconteceu... As comunidades "acéfalas" foram pipocando e subvertendo o sentido, que eu acreditava, original... começaram a ser usadas mais para criar vínculos bizarros de identidade entre as pessoas, do que para discutir assuntos de fato. É mais importante e fácil participar do que escrever. Claro que temos casos em que isso não acontece, mas acho q esse vídeo aqui abaixo vale pra 80% do que tá disponível no site... o q não deixa de ser muito interessante e culturalmente exótico (viva nóis!):
Milhões de parabéns atrasados para a Rosana Hermann que criou, editou e narrou esse vídeo, um dos vencedores do XIII Festival do Minuto de 2006, regional São Paulo. O tema era "Comunidades da Internet". Paguei um pau... e a narração tá sensacional!
Muita gente e ingenuidade/ignorância abundante para com o meio é o que mais caracterizou o Orkut pra mim. Muitas pessoas cometeram orkuticídio em função disso até... Outras voltaram depois de um tempo de "rehab" e aprenderam sobre o quê querem e o que não querem expor de suas vidas...
Todos voltam pro Orkut depois de terminar um namoro, é evidente, meu caro Watson. Sua função como bem disse um amigo uma vez, é servir como o "grande barzinho da nação", onde vc pode encontrar alguns amigos, conhecer outros e obter informações valiosas sobre quem conhece quem, quem responde quem, quem gosta do quê... A quantidade de assuntos aumenta muito depois de ver as comunidades que aquela gatinha "participa".
Não demorou muito para que o Carnaval fosse incorporado também. Muitos começaram a criar avatares-fantasia e saíram na gandaia: seqüestros relâmpago com informações do Orkut, crises incontroláveis de ciúmes, bancarrota de relacionamentos estáveis, crescimento significativo na venda de câmeras digitais, uma vontade incontrolável de checar o computador a cada 15 minutos na esperança de um scrap... e muita, muita putaria... Já testemunhei linchamentos eletrônicos em página de scraps de acusados de assassinato, e já prestei homenagens póstumas a contatos orkutianos... Novos tempos pedem novos rituais.
O mais engraçado de tudo é que, embora o site tenha sido proposto, uma época pelo menos, para maiores de 18 anos, isso definitivamente não foi o que aconteceu... As comunidades "acéfalas" foram pipocando e subvertendo o sentido, que eu acreditava, original... começaram a ser usadas mais para criar vínculos bizarros de identidade entre as pessoas, do que para discutir assuntos de fato. É mais importante e fácil participar do que escrever. Claro que temos casos em que isso não acontece, mas acho q esse vídeo aqui abaixo vale pra 80% do que tá disponível no site... o q não deixa de ser muito interessante e culturalmente exótico (viva nóis!):
Milhões de parabéns atrasados para a Rosana Hermann que criou, editou e narrou esse vídeo, um dos vencedores do XIII Festival do Minuto de 2006, regional São Paulo. O tema era "Comunidades da Internet". Paguei um pau... e a narração tá sensacional!
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quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
ECA-USP
Um vídeo antigo, mas que definitivamente merece uma requentada retrospectiva:
Ainda não se passaram 6 meses desde que me formei, mas o saudosismo de ex-aluno já bate forte. Esse vídeo me deixou muito feliz em ouvir a galera que passou por lá. Achei que a importância da ECA na cultura brasileira ficou mais do que nunca bem explicada... com narração do Willian Bonner, então... é como se tivesse passando no Fantástico!
Falar mal da ECA é fácil, a gente sempre faz isso e sempre com razão. As polêmicas sociais legítimas obrigam que boas decisões sejam tomadas, e na minha opinião isso é senso comum entre pessoas preocupadas com a coletividade. Sem falar que a auto-crítica ferrenha é certamente uma das condutas mais previsíveis nos ecanos.
Adorei o vídeo e me senti muito especial ao compartilhar uma identidade com os "famosos". A gente esquece que no final de 4 anos são quase 1600 pessoas novas e que a ECA é beeem maior do que aparenta. Ou não também... as contas de "tempo de ECA" de um ecano aleatório para outro variam de poucos meses para algumas décadas. Sem falar que posso passar anos lá sem conhecer ninguém de biblioteconomia, não foi o meu caso, mas poderia ter sido... Enfim... não é porque sou/fui da ECA que tenho um lugar assegurado ao lado dos profissionais reconhecidamente bons e culturalmente importantes, ou mesmo que conheço estes caras. Tem aquele papo da rede de contatos, blablabla... mas se você se "fumar maconha demais", fudeu... não vai adiantar nada. Parodiando a mundrungagem cósmica: "Ecano é compromisso, não é viagem. Cipá fica esquisito, olha o maluco!"
O que quis dizer com todo o parágrafo passado é que as celebridades ainda não me convenceram o suficiente de que precisamos abdicar de uma praça amplamente utilizada pelos alunos, funcionários e professores para que a ECA cresça, porra! Ou será que eu entendi errôneamente as pretenções editoriais do vídeo? Ele parece querer que eu engula aquele projeto higienista. Será que assisti muita aula da Baccega e estou viajando na descrição zoomórfica da seleção de Camarões???!!! Não vai ser a primeira vez que vão me acusar de paranóico, tudo bem.
Como um mundrungo já confesso, vejo com muito pesar o que está para acontecer com a prainha, com o canil e com as atividades discentes como um todo, para resumir meu glaglaglá. Com este novo projeto do Diretor Milanesi, o lado mais importante da ECA, o lugar onde as pessoas se conhecem, conversam informalmente, têm idéias, formam grupos e fazem as coisas acontecerem de fato, será seriamente comprometido.
Mais triste ainda é pensar que plantamos uma das árvores que estão crescendo naquele gramado. Foi prum brother que trampava na Rádio USP e que já partiu... Quando o projeto estiver concluído, certamente esta e pelo menos mais 15 árvores por ali irão embora. Um espaço verde enorme (que propicia epifanias criativas muito mais do que salas de aula) será "construído".
Não gostaria de ser visto como um teórico da conspiração, afinal o projeto na maquete parece ser bacana. Desde que não construam outro prédio sem escadas, como foi com o CTR, ótimo! No entanto, prefiro a natureza, o ar livre, e a possibilidades de que as bandas formadas na música possam informalmente tocar jazz pra galera depois das aulas de quinta. Que os artistas apresentem-se lá fora com peças e performances, que todos pintem os muros e deixem ali seus recados! Todas estas pessoas que aparecem no vídeo devem ter feito contatos importantes em alguma festa do CALC ou da ECAtlética.
Essa construção vai dar merda... azeite! Sorry... Soy contra el nuevo proyecto! Hay que endurecerse contra el proyecto!
Ainda não se passaram 6 meses desde que me formei, mas o saudosismo de ex-aluno já bate forte. Esse vídeo me deixou muito feliz em ouvir a galera que passou por lá. Achei que a importância da ECA na cultura brasileira ficou mais do que nunca bem explicada... com narração do Willian Bonner, então... é como se tivesse passando no Fantástico!
Falar mal da ECA é fácil, a gente sempre faz isso e sempre com razão. As polêmicas sociais legítimas obrigam que boas decisões sejam tomadas, e na minha opinião isso é senso comum entre pessoas preocupadas com a coletividade. Sem falar que a auto-crítica ferrenha é certamente uma das condutas mais previsíveis nos ecanos.
Adorei o vídeo e me senti muito especial ao compartilhar uma identidade com os "famosos". A gente esquece que no final de 4 anos são quase 1600 pessoas novas e que a ECA é beeem maior do que aparenta. Ou não também... as contas de "tempo de ECA" de um ecano aleatório para outro variam de poucos meses para algumas décadas. Sem falar que posso passar anos lá sem conhecer ninguém de biblioteconomia, não foi o meu caso, mas poderia ter sido... Enfim... não é porque sou/fui da ECA que tenho um lugar assegurado ao lado dos profissionais reconhecidamente bons e culturalmente importantes, ou mesmo que conheço estes caras. Tem aquele papo da rede de contatos, blablabla... mas se você se "fumar maconha demais", fudeu... não vai adiantar nada. Parodiando a mundrungagem cósmica: "Ecano é compromisso, não é viagem. Cipá fica esquisito, olha o maluco!"
O que quis dizer com todo o parágrafo passado é que as celebridades ainda não me convenceram o suficiente de que precisamos abdicar de uma praça amplamente utilizada pelos alunos, funcionários e professores para que a ECA cresça, porra! Ou será que eu entendi errôneamente as pretenções editoriais do vídeo? Ele parece querer que eu engula aquele projeto higienista. Será que assisti muita aula da Baccega e estou viajando na descrição zoomórfica da seleção de Camarões???!!! Não vai ser a primeira vez que vão me acusar de paranóico, tudo bem.
Como um mundrungo já confesso, vejo com muito pesar o que está para acontecer com a prainha, com o canil e com as atividades discentes como um todo, para resumir meu glaglaglá. Com este novo projeto do Diretor Milanesi, o lado mais importante da ECA, o lugar onde as pessoas se conhecem, conversam informalmente, têm idéias, formam grupos e fazem as coisas acontecerem de fato, será seriamente comprometido.
Mais triste ainda é pensar que plantamos uma das árvores que estão crescendo naquele gramado. Foi prum brother que trampava na Rádio USP e que já partiu... Quando o projeto estiver concluído, certamente esta e pelo menos mais 15 árvores por ali irão embora. Um espaço verde enorme (que propicia epifanias criativas muito mais do que salas de aula) será "construído".
Não gostaria de ser visto como um teórico da conspiração, afinal o projeto na maquete parece ser bacana. Desde que não construam outro prédio sem escadas, como foi com o CTR, ótimo! No entanto, prefiro a natureza, o ar livre, e a possibilidades de que as bandas formadas na música possam informalmente tocar jazz pra galera depois das aulas de quinta. Que os artistas apresentem-se lá fora com peças e performances, que todos pintem os muros e deixem ali seus recados! Todas estas pessoas que aparecem no vídeo devem ter feito contatos importantes em alguma festa do CALC ou da ECAtlética.
Essa construção vai dar merda... azeite! Sorry... Soy contra el nuevo proyecto! Hay que endurecerse contra el proyecto!
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Piores Sites do Mundo
Eis aqui uma lista com os piores sites que já vi e me lembro, caso consigam se lembrar de outros, agradeço desde já pelas dicas:

http://havenworks.com/
Este site ganha na categoria "Portal". Sim... isso foi feito seriamente por alguém. E... não! Eu nunca tive coragem de clicar em nenhum link daqui.

http://www.dolly.com.br/
Pior site na categoria "Comercial". A Dolly consegue se impor como marca mais relaxada, mais mal-cuidada, mais "jogada às traças" da história de produtos que "até que vendem". Ela não poderia deixar por menos na internet.

http://www.asdf.com/
Pior site na categoria "Relevância de conteúdo". Entre e saiba o que é asdf, caso você realmente não tenha mais nada de útil pra ver.

http://www.geocities.com/zonapodre/
Pior site na categoria "Foi por querer". Não deixe de navegar por aí... algumas fotonovelas preciosas aguardam por você.

http://suzanadeoliveira.com/
Pior site na categoria "Portifólio". É claro que é muito anti-ético fazer o que estou fazendo, mas, neste caso, Suzana de Oliveira merece um award. Além das inúmeras bandas de heavy-metal desconhecidas entre o grosso de seus clientes, há uma certa altura do site onde acabam-se os links e vc fica preso na internet, wow! Lembra muito aqueles sites de "última página da internet" aqui e aqui e aqui.

http://www.daltony.com.br
Pior site na categoria "Daltony". Me surpreendi e até fiquei um pouco triste quando entrei no site agora. Daltony está se profissionalizando e uma agência muito esperta lhe fez um site novo. O site antigo tinha letras de músicas do Daltony, invenções pouco úteis do Daltony e a maior expansão que um ego humano já experimentou na hora de se auto-definir. De qualquer modo, no site novo ainda temos a história de vida do Daltony, que dá uma amostra muito modesta de sua personalidade enquanto "Rei do Pão de Queijo".

http://www.tetris1d.org/
Pior site na categoria "Game". Veja o que acontece quando uma piada nerd é levada às últimas conseqüências.
Por último, vai nosso querido Campeão Geral:

http://www.pudim.com.br
Está há 10 anos no ar (!) e tem o domínio religiosamente quitado na locaweb para deixar disponível uma horrorosa foto de um pudim e um incógnito endereço de email.
Bonus Link:

http://www.jellotime.com
Pois é, mas o Pudim.com.br ganhou uma versão web 3.0, vem aí, agora com muuuuuito mais interatividade: Jello Time!!!

http://havenworks.com/
Este site ganha na categoria "Portal". Sim... isso foi feito seriamente por alguém. E... não! Eu nunca tive coragem de clicar em nenhum link daqui.

http://www.dolly.com.br/
Pior site na categoria "Comercial". A Dolly consegue se impor como marca mais relaxada, mais mal-cuidada, mais "jogada às traças" da história de produtos que "até que vendem". Ela não poderia deixar por menos na internet.

http://www.asdf.com/
Pior site na categoria "Relevância de conteúdo". Entre e saiba o que é asdf, caso você realmente não tenha mais nada de útil pra ver.

http://www.geocities.com/zonapodre/
Pior site na categoria "Foi por querer". Não deixe de navegar por aí... algumas fotonovelas preciosas aguardam por você.

http://suzanadeoliveira.com/
Pior site na categoria "Portifólio". É claro que é muito anti-ético fazer o que estou fazendo, mas, neste caso, Suzana de Oliveira merece um award. Além das inúmeras bandas de heavy-metal desconhecidas entre o grosso de seus clientes, há uma certa altura do site onde acabam-se os links e vc fica preso na internet, wow! Lembra muito aqueles sites de "última página da internet" aqui e aqui e aqui.

http://www.daltony.com.br
Pior site na categoria "Daltony". Me surpreendi e até fiquei um pouco triste quando entrei no site agora. Daltony está se profissionalizando e uma agência muito esperta lhe fez um site novo. O site antigo tinha letras de músicas do Daltony, invenções pouco úteis do Daltony e a maior expansão que um ego humano já experimentou na hora de se auto-definir. De qualquer modo, no site novo ainda temos a história de vida do Daltony, que dá uma amostra muito modesta de sua personalidade enquanto "Rei do Pão de Queijo".

http://www.tetris1d.org/
Pior site na categoria "Game". Veja o que acontece quando uma piada nerd é levada às últimas conseqüências.
Por último, vai nosso querido Campeão Geral:

http://www.pudim.com.br
Está há 10 anos no ar (!) e tem o domínio religiosamente quitado na locaweb para deixar disponível uma horrorosa foto de um pudim e um incógnito endereço de email.
Bonus Link:

http://www.jellotime.com
Pois é, mas o Pudim.com.br ganhou uma versão web 3.0, vem aí, agora com muuuuuito mais interatividade: Jello Time!!!
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sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Publicidade e Religião
Se a gente estivesse na Idade Média a publicidade seria a bíblia, mas como a gente não tá na Idade Média as lápides estão ficando assim:

Belíssimo trabalho da Laura Keeble intitulado "Idol Worship". A instalação se constitui de lápides que ao invés de levarem os tradicionais símbolos religiosos, são ornamentadas com logotipos corporativos. Creio até que a constatação/piada da artista possam daqui uns meses virar tendência em alguma pequena cidade do interior dos Estados Unidos. Enquanto isso, prefiro ver como uma crítica cabível à sociedade pós-moderna, pós-industrial... póssivelmente já pós-globalizada pelo branding from hell.
Se ela tivesse feito antes essa imagem, seria certamente a capa do meu trabalho de conclusão de curso (Mitos Contemporâneos - A criação corporativa).

Se você não tiver saco de ler, tem umas figuras legais dentro do livro também. Sempre vale a pena fazer um auto-jabá...hehehe
Mais uma boa imagem relacionada, a essência do branding, numa bela metáfora com o ferro de marcar gado:

Belíssimo trabalho da Laura Keeble intitulado "Idol Worship". A instalação se constitui de lápides que ao invés de levarem os tradicionais símbolos religiosos, são ornamentadas com logotipos corporativos. Creio até que a constatação/piada da artista possam daqui uns meses virar tendência em alguma pequena cidade do interior dos Estados Unidos. Enquanto isso, prefiro ver como uma crítica cabível à sociedade pós-moderna, pós-industrial... póssivelmente já pós-globalizada pelo branding from hell.
Se ela tivesse feito antes essa imagem, seria certamente a capa do meu trabalho de conclusão de curso (Mitos Contemporâneos - A criação corporativa).

Se você não tiver saco de ler, tem umas figuras legais dentro do livro também. Sempre vale a pena fazer um auto-jabá...hehehe
Mais uma boa imagem relacionada, a essência do branding, numa bela metáfora com o ferro de marcar gado:
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quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Vibe Agência de Publicidade
Fazia tempo q não sentia isso, chegou de repente. Quando era estagiário, agora percebo que este sempre foi o meu grande problema com aquele ambiente hostil. O mesmo problema que agora ressurge de maneira incontestável: mandei a porra da arte pra ser aprovada às 15h30 da tarde...de lá pra cá não tive mais muito o que fazer. Agora já deve ser 19h e o filha-da-puta ainda não ligou me dizendo se tá aprovada!! Caralho! Quero ir beber, viver! Qualquer coisa à essa masmorra chamada cliente! Disse!
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
A flor do gato

É... o design de embalagens mostrando a que veio ao mundo! Esse é uma ração para gatos franceses que, ao que parece, promete eliminar flatulências felinas...
Posso não falar nada?
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sábado, 10 de novembro de 2007
Descobrindo o conceito de Halls

A história de uma marca é uma coisa muito interessante, mas os usos culturais que fazem dela é algo absolutamente inusitado. O exemplo da vez é o Halls. Sim! O Halls, aquele "drops" que é até recomendado em terapia de casais para "resfriar" o sexo, esquentando assim o relacionamento.
Aqui no Brasil o posicionamento de marca é voltado para adolescentes, um conceito publicitário que poderia se confundir com um dentifrício ou um picolé, quiçá... Porém, essa semana acabei descobrindo pelo gringoes.com que lá pelas bandas da America do Norte as coisas não são bem assim. Por lá tudo é comercializado sob a argumentação de que se trata de um produto que alivia dores de garganta e tosses.
Trata-se do exato mesmo produto aqui e lá, conforme apurou o pessoal do site gringoes.com ao ligar para o tele-atendimento da empresa, que alegou que se tratam apenas de "rumores" sobre a marca no exterior. Pelo jeito não existe nenhum interesse que este fato curioso seja divulgado aqui na América Latina. Então é nóis! hehehe
Sempre gostei de Halls, inclusive certa feita quando fiquei 3 meses sem fumar, foi o danado do Halls preto que segurou as ondas mais fortes daquelas tradicionais crises de abstinência. Será que eles poderiam criar este terceiro conceito para vender o produto assim em outro lugar?
Segundo consta no site do Halls na gringa, o produto foi inventado por dois irmãos ingleses lá no fim do século XIX com este propósito , aí passou pra Adams e tomou conta dos Estados Unidos. Em meados de 70 chegou no Brasil, mas jamais com esse approach farmacêutico, por assim dizer.
Um dos meus beijos mais inesquecíveis (um dos primeiros, é verdade) foi sabor Halls morango hehe... Acho que tinha uns 15 anos de idade em 1998. Naquela época eu jogava vôlei
e ela jogava basquete. Ahh, como eu estava apaixonado... Estávamos nos Jogos Escolares em Goioerê, evento de abertura, ginásio lotado, de repente apagam as luzes, entra um cara com a tocha pra acender a pira e pá! Um grande beijo sabor Halls morango...hehehe...
A única coisa que me intriga é não saber se estes efeitos que funcionam para aliviar a dor de garganta e tosse (fato reconhecido por alguns inconscientemente aqui no Brasil) não seriam prejudiciais para um produto que se vende como uma simples bala. Preferiria que o Halls fosse só aquele do beijo de morango mesmo, para dor de garganta já temos Benalet, Valda e Flogoral, em casos extremos...
sábado, 6 de outubro de 2007
Luciano Huck, o panaca do ano!

Sabe que agora estou desconfiando q essa história do rolex Luciano Huck (tão detonada pelo Cocadaboa) tem a ver com a promoção do colar do Guaraná da Nova Schin... lembram q a família dele já havia sido roubada?!... Tinham umas faixas pela Vila Madalena uns tempos atrás... foi até questionado no BlueBus essa ação, por causa da lei cidade limpa.
Aí saiu a gravação dele, como se fosse um flagrante gravado no aeroporto, em vários blogs falando sobre o referido colar. Agora, ele tem um rolex roubado e não vai fazer queixa?! Faça-me o favor...
A Folha de São Paulo, pela minha teoria, passou pelo maior papélium da história mas ninguém sabe ainda... o rolex será recuperado por quem achar na tampinha do guaraná Nova Schin, que inclusive hoje vi pela primeira vez na televisão, falando justamente sobre a promoção do colar de pérolas.
Se foSSE isso, o marketing da MediaOps ganhARIA o troféu panaca do ano, por usar a discussão de segurança pública do país para fazer merchandising de produtos. Luciano Huck, por fim, mereceria cair em desgraça tanto quanto o Gugu Liberato certa feita caiu com as "gravações exclusivas" das ameaças do PCC.
MAS ISSO FOI SÓ MAIS UMA TEORIA DA CONSPIRAÇÃO
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