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segunda-feira, 4 de maio de 2009

Qual super vilão é você?

Your results:
You are The Joker




The Joker
73%
The Clown Prince of Crime. You are a brilliant mastermind but are criminally insane. You love to joke around while accomplishing the task at hand.


Click here to take the Super Villain Personality Test

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Uns mais iguais que os outros

Juntaram 20 músicas que podem ser consideradas plágio e colocaram neste vídeo. Vale a pena conferir e perceber aqueles que são "mais iguais" que os outros. Não me convenci de que algumas ali são plágio, mas como não sou nenhum técnico musical também... vale a pena a diversão.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Menino Malufinho? Porra, Kassab!!


Eu vi uma coisa muito legal nessas campanhas americanas, vários designers, para expressar apoio a Obama fizeram cartazes.

http://www.designforobama.org/

Me empolguei com a idéia, e resolvi ajudar nas eleições aqui, embora com muito mais pressa.
Quem sabe ainda não dá tempo do pessoal perceber o que está atrás do Menino Malufinho...

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Vamos Acabar Com Esta Folga

Texto excelente do Stanislaw Ponte Preta, ou Sérgio Porto (pros menos íntimos)...
Uma belíssima reflexão pós-olímpica:



O negócio aconteceu num café. Tinha uma porção de sujeitos, sentados nesse café, tomando umas e outras. Havia brasileiros, portugueses, franceses, argelinos, alemães, o diabo.
De repente, um alemão forte pra cachorro levantou e gritou que não via homem pra ele ali dentro. Houve a surpresa inicial, motivada pela provocação e logo um turco, tão forte como o alemão, levantou-se de lá e perguntou:
— Isso é comigo?
— Pode ser com você também — respondeu o alemão.
Aí então o turco avançou para o alemão e levou uma traulitada tão segura que caiu no chão. Vai daí o alemão repetiu que não havia homem ali dentro pra ele. Queimou-se então um português que era maior ainda do que o turco. Queimou-se e não conversou. Partiu para cima do alemão e não teve outra sorte. Levou um murro debaixo dos queixos e caiu sem sentidos.
O alemão limpou as mãos, deu mais um gole no chope e fez ver aos presentes que o que dizia era certo. Não havia homem para ele ali naquele café. Levantou-se então um inglês troncudo pra cachorro e também entrou bem. E depois do inglês foi a vez de um francês, depois de um norueguês etc. etc. Até que, lá do canto do café levantou-se um brasileiro magrinho, cheio de picardia para perguntar, como os outros:
— Isso é comigo?
O alemão voltou a dizer que podia ser. Então o brasileiro deu um sorriso cheio de bossa e veio vindo gingando assim pro lado do alemão. Parou perto, balançou o corpo e... pimba! O alemão deu-lhe uma porrada na cabeça com tanta força que quase desmonta o brasileiro.
Como, minha senhora? Qual é o fim da história? Pois a história termina aí, madame. Termina aí que é pros brasileiros perderem essa mania de pisar macio e pensar que são mais malandros do que os outros.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Paradoxo do Busão

Enquanto as pessoas se sentirem assim toda vez, vai ser difícil o abandono dos automóveis particulares em geral. Muito bom o roteiro e os desenhos... Tema extremamente urbano e relevante. A narração parece que foi feita pelo personagem em um gravador portátil in loco, de tão convincente que são as suas entonações. Sensacional!

sexta-feira, 18 de julho de 2008

A Boy named Sue

Excelente som de Johnny Cash:
A Boy Named Sue was first sung by Johnny Cash in 1969 at San Quentin. The song was written by Shel Silverstein, and become a humongous hit. It went to #1 on the Country charts, and #2 on the Pop Charts.



My daddy left home when I was three
And he didn't leave much to ma and me
Just this old guitar and an empty bottle of booze.
Now, I don't blame him cause he run and hid
But the meanest thing that he ever did
Was before he left, he went and named me "Sue."

Well, he must o' thought that is quite a joke
And it got a lot of laughs from a' lots of folk,
It seems I had to fight my whole life through.
Some gal would giggle and I'd get red
And some guy'd laugh and I'd bust his head,
I tell ya, life ain't easy for a boy named "Sue."

Well, I grew up quick and I grew up mean,
My fist got hard and my wits got keen,
I'd roam from town to town to hide my shame.
But I made a vow to the moon and stars
That I'd search the honky-tonks and bars
And kill that man who gave me that awful name.

Well, it was Gatlinburg in mid-July
And I just hit town and my throat was dry,
I thought I'd stop and have myself a brew.
At an old saloon on a street of mud,
There at a table, dealing stud,
Sat the dirty, mangy dog that named me "Sue."

Well, I knew that snake was my own sweet dad
From a worn-out picture that my mother'd had,
And I knew that scar on his cheek and his evil eye.
He was big and bent and gray and old,
And I looked at him and my blood ran cold
And I said: "My name is 'Sue!' How do you do!
Now your gonna die!!"

Well, I hit him hard right between the eyes
And he went down, but to my surprise,
He come up with a knife and cut off a piece of my ear.
But I busted a chair right across his teeth
And we crashed through the wall and into the street
Kicking and a' gouging in the mud and the blood and the beer.

I tell ya, I've fought tougher men
But I really can't remember when,
He kicked like a mule and he bit like a crocodile.
I heard him laugh and then I heard him cuss,
He went for his gun and I pulled mine first,
He stood there lookin' at me and I saw him smile.

And he said: "Son, this world is rough
And if a man's gonna make it, he's gotta be tough
And I knew I wouldn't be there to help ya along.
So I give ya that name and I said goodbye
I knew you'd have to get tough or die
And it's the name that helped to make you strong."

He said: "Now you just fought one hell of a fight
And I know you hate me, and you got the right
To kill me now, and I wouldn't blame you if you do.
But ya ought to thank me, before I die,
For the gravel in ya guts and the spit in ya eye
Cause I'm the son-of-a-bitch that named you "Sue.'"

I got all choked up and I threw down my gun
And I called him my pa, and he called me his son,
And I came away with a different point of view.
And I think about him, now and then,
Every time I try and every time I win,
And if I ever have a son, I think I'm gonna name him
Bill or George! Anything but Sue! I still hate that name!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

quinta-feira, 26 de junho de 2008

A arte da cantada permanente

Recebi por email um texto sensacional do grande Xico Sá. Embora eu não tenha a mesma predileção por Sônia Braga (nem mesmo tenha paciência para um xaveco de 30 anos de resignação) estou conformado com uma certa espera, e não posso deixar de concordar que o exercício da cantada permanente é uma solução eficaz contra os humores caóticos da alma feminina e, consequentemente, sua disponibilidade no mundo próximo ao seu.

A frase grifada é na minha opinião a melhor do texto todo...


A cantada, amigos, é como a revolução de Mao Tse-Tung, tem que ser permanente.
Existem mulheres que a gente canta no jardim da infância para dar o primeiro beijo lá pelos treze, quatorze.
Mas é necessário que a cante sempre, não aquela cantada localizada, neoliberal e objetiva, falo do flerte, do mimo, do regador que faz florescer, como numa canção brega, todos os adjetivos desse mundo.
A cantada de resultado, aquela imediata, é uma chatice, insuportável, se eu fosse mulher reagiria com um tapa de novela mexicana, daqueles que fazem plaft!
A boa cantada é a cantada permanente.
E mais importante ainda depois que rolam as coisas, depois que acontece, aí a cantada vira devoção, oração dos pobres moços a todas elas.
Porque cantar só para uma noitada de sexo é uma pobreza dos diabos, qualquer um animal o faz.
Porque cantar, à vera, é cantar todas e não cantar nenhuma ao mesmo tempo.
Explico: é espalhar pacientemente a devoção a todas as mulheres como quem espalha sementes nos campos de lírios.
Mesmo que elas digam, com aquele riso litografado na covinha do sorriso, que você diz isso para todas.
E claro que para cada uma dizemos uma loa, fazemos uma graça, não repetimos o texto, o lirismo, o floreado.
Porque amamos mesmo as mulheres.
Cantemos indiscriminadamente, e que me perdoe o velho e bom Vinícius de Moraes, mas cantemos sobretudo as ditas feias, esse conceito cruel e abstrato de beleza. Elas merecem, até porque as feias não existem, nunca conheci nenhuma até hoje.
Não por sermos generosos, piedade, ou algo do gênero... É que a dita feia, quando bem cantada, vira a superfêmea, para lembrar a bela pornochanchada com a Vera Fischer.
A cantada permanente e indiscriminada é irresistível, quando você menos espera, acontece o que você tanto sonhava.
Sim, tem que ter o cuidado para não ser simplesmente um chato que baba diante do melhor dos espetáculos, a existência das mulheres.
Ter que cantar sempre a mesma mulher e parecer que está apenas de passagem, que o estribilho é sempre novo, nada de larararás que mais parecem refrões do Sullivan e do Massadas, lembram dessa dupla de músicas chicletosas?
Ah, digamos que você cantou a Sônia Braga ainda naqueles tempos em que Gabriela subiu com aquele vestidinho no telhado –a cena mais quente da teledramaturgia brasileira até hoje- e e continuou cantando, sempre, sutil e sempre, e agora ela, passados tantos calendários, se comove e resolve recompensá-lo! Vai ser lindo do mesmo jeito, não acha? Na tela do nosso cocoruto vai passar o videotape de todos os desejos antigos e despejados no ralo pela morena cravo & canela.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Sábio Nelson Rodrigues

"Não se faz literatura,
política e futebol com bons sentimentos" (Nelson Rodrigues)


Bem amigos,
escrever os tons bons
não provoca literatura aqui também.

FUTEBOL: Chupa Corínthia!
POLÍTICA: Ainda bem que o CSS do Lula não é tableless, senão eu ia pra Brasília protestar.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Café também é droga

Cuidado, crianças...



Ainda estou procurando uma tradução inteira... mas a animação é animal e dá pra entender bem o sentido e o tanto que o cara vai ficando noiado enquanto canta... hehehe

sábado, 17 de maio de 2008

Brazil for gringoes

Esse eu fiz depois de uma conversa com um gringo:
"Play" is for us
actually "are".
"Jogar" it means;
but also, as well,
"tocar" e "brincar",
e aí, meu amigo,
é difícil explicar...

Na hora de
jogar e tocar
é tudo brincadeira.

That's where you get
lost in translation
what I want to say
carnaval também is "to play".

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Artista é o caralho

Super som que ouvi na Virada Cultural... Demorei uns dias pra postar, mas isso não desmerece a Orquestra Imperial, que destruiu no show de Domingo retrasado na Av. São João e tocou até "Stairway to Heaven" (!!) quando deu pau no retorno de som do palco.
Essa música é como um desabafo de todos aqueles que vivem a vida na "subjetividade", mas não querem nem saber do rótulo (vagabundo) de "artista".
Los Hermanos morreu, mas a boa música brasileira se multiplica com seus espólios, sem tirar o valor de qualquer outro da banda (é só que eu não conhecia os demais).
Aliás... a fadinha que estava de azul no palco tb me deixou boquiaberto com aquela voz...
Aqui vai a música (num show do Circo Voador), mas a good vibe sonora carioca também estava presente no show de Sampa. Por um breve momento me senti no Carnaval do Rio durante o show... E olha que eu tava em plena avenida São João!



Artista é o caralho
(Orquestra Imperial)

Eu sou bom de cama, sei fazer café
E ninguém reclama do meu cafuné
Mas... artista é o caralho, é o caralho!

Eu sou bom de bola, jogo com calor
Canto na viola sempre com amor
Mas... artista é o caralho, é o caralho!

Canto no banheiro sem vacilação
Já ganhei dinheiro na televisão
Mas... artista é o caralho, é o caralho!

Gosto de cinema, gosto de dançar
De fazer poemas em papel de bar
Mas... artista é o caralho, é o caralho!

Já entrei na lista de uma tal mulher
Que é capoeirista e tem samba no pé
Mas... artista é o caralho, é o caralho!

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Desista da Publicidade




O mesmo pessoal que fez e distribuiu adesivos escritos "You don't need it" para colar em cartazes e placas publicitárias há poucas semanas atrás, agora lança uma nova campanha onde promete ajudar publicitários que queiram desistir da profissão e fazer outra coisa. Eles prometem inclusive ajuda financeira! Se você, colega, acha que não vai mais dar certo, eis a solução... Aqui vai o link para se informar e aqui o link para preencher o formulário de adesão.

Vou dar uma lida com cuidado nos termos agora. Não nego possibilidades! hehehe



Bom... não preciso dizer que achei a idéia muito boa. Tanto a primeira dos adesivos, como esta incentivando e bancando um mundo com menos marketeiros/publicitários.

Obviamente, não é uma medida que trará alguma alteração pragmática no mundo. No entanto, toda vez que se pára pra pensar sobre a crescente antipatia mundial contra os métodos mercadológicos, eu acho válido. Gosto de ver holofotes midiáticos focando neste assunto... A grande ironia na minha opinião é que tudo o que é criado para fins "anti-publicitários" acaba fagocitado pelo mainstream-corporate-trendy-stilish-cutting-edge e regorgitado em forma de peças mal e porcamente parafraseadas/ parodiadas.

Não demora pra Nike ou a Sprite distribuirem stickers "anti-publicidade". Nada específico contra as duas empresas dadas como exemplo; mas que não demora, não demora :-s

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Rock n' roll, babe, rock n' roll!!



Aconteceu num sábado. Já fechara o metrô quando fiz baldeação para a linha verde. Não me lembro bem se era Paraíso ou Ana Rosa. Estava voltando do cinema que fui assistir com a Fefa. Era a primeira vez que saía com ela, depois de conhecer numa balada. Provavelmente seria a última, é difícil dar sorte...

Me sentei bem à vontade no banco cinza desocupado. Não foi por nada, havia só uma garota no trem e resolvi me sentar de frente para ela. Imaginei ter visto um piercing na língua dela enquanto ela falava, cutucando outra jóia no nariz delicadinho. Ela era linda e a mini-saia pendia o olhar até o final da meia arrastão, que continuava numa bota preta, que continuava até o fim de um salto alto, até o final de uma ponta fina.

Já era... Estávamos na Consolação quando os dois que acompanhavam a moça desceram, provavelmente para a Augusta. O maluco do bigode também desembarcou. As portas fecharam, o cara do violino parecia um tanto bêbado agora. O contraste da indulmentária erudita com o tio do bigode "do avesso" não permitiu que eu avaliasse o músico direito. Agora ele estava sentado com a cabeça entre os joelhos, deprimente.

Olhei para uns dois cartazes de publicidade rapidamente antes de correr meu olhar para moça, que estava me encarando! Encarar é quase proibido no metrô. Estávamos praticamente sozinhos no vagão... Já queria imaginar que não podia ser sem querer aquela encarada, mas ainda era cedo demais para tirar tantas conclusões.

O metrô pára e abre em Clínicas, imóvel. A capa aberta pelo banco, todo aquele preto era uma moldura para a cintura fininha que brilhava com o piercing no umbigo. Ela abaixou o olhar e com as pernas juntinhas, encostou a mão esquerda na coxa. Começou a repetir o desenho da meia com a ponta do dedo, como se estivesse redesenhando a rede das pernas branquinhas com a unha.

A suicide girl levanta o olhar e o indicador direito, antes que eu pudesse desviar, e chama com o dedo. Olho para trás e ninguém entrou no vagão, as portas fecharam. Balbucio qualquer coisa faticamente para ter certeza de que era comigo.

Aquela cena de propaganda de desodorante me move. Sento-me ao lado dela. Ela se chama Ana, vem de Francisco Morato pela primeira para Sampa, não tem onde durmir e quer passar noite no Morrison, por isso vai descer na estação Vila Madalena:

- Você sabe me explicar onde é?

Viro o olhar para o teto por um segundo, para pensar e, antes que pudesse dizer que era longe pra caramba dali (ou perguntar se ela tinha realmente fugido de casa) ela pulou e me arrancou um beijo. Nossa! Ela tinha um piercing na língua mesmo! Chegando na estação Sumaré vazia, poucos carros lá embaixo. A porta abre, ela coloca a mão dentro da minha calça. Quando já não mais percebia nada, o músico está de pé ao nosso lado, cambaleando e esbravejando:

- Vocês se respeitem, se respeitem!

A porta se fecha, ele se vira e corre mais desolado em direção à porta, batendo no vidro, quase chorando:

- Eu quero descer! Quero descer! Abre, abre!

Ele vira de novo, nos olha, abaixa a cabeça, encosta as costas na porta e desce deslizando até sentar no chão. A porta abre com uma campainha, ele quase cai fora. Levanta-se e vai embora correndo, ao se assustar com a campainha da porta, que se fecha novamente. Rock 'n roll, babe, rock 'n roll...

domingo, 30 de março de 2008

Balcão



O balcão de um bar é um dos melhores lugares para se estar. Existe algo de maduro em ficar encostado ali mamando. Talvez sejam as banquetas altas, inalcansáveis e perigosas para uma criança, mas alguma coisa me diz que isso tem mais a ver com postura de quem ali fica. São os cotovelos apoiados, os pés longe do chão (como se fosse uma criança, inclusive) e, principalmente, a mobilidade rotacional, que permite a quem se instala uma gama de possibilidades sociais que vão muito além do que qualquer limitada "mesa de boteco". Quem senta num balcão não tem foco:

- Tem fogo?

O balcão é como um altar, bebe-se o salário pois não há nada de melhor a fazer com o dinheiro, seja quanto for. São créditos sociais sacrificados com euforia e isso é indispensavelmente necessário para viver. Cada garrafa na estante guarda anos de inteligência cultural, destilada ou fermentada. Doses só podem ser negociadas de maneira justa para ambas as partes ali, no balcão:

- Completa! Por favor...

O balcão atende aos taciturnos, aos estrangeiros, aos estranhos, aos tímidos. Todos os tipos de drinks para todos os tipos de alcólatras. Cada um com seu estilo de vida, personalidade e atitude (atitude, cara!), requisitos sem os quais não se deve sentar num balcão. O balcão é a porta de uma conversa. Porta de entrada e porta de saída. À direita ou à esquerda, para o salão ou para o bar: tudo em volta não teria sentido se não houvesse balcão. Ninguém está sozinho - e nem quer ficar sozinho - quando se encosta no balcão de um bar. Nem mesmo um barman tomando um bourbon no final do expediente. Para ele, o balcão é o limite entre trabalho e hedonismo. Quando vai beber, senta-se fora do balcão e isso tem razão de ser. Mesmo que ele odeie ser barman, isso nunca vai deixá-lo longe de um balcão. O balcão não tem nada a ver com isso:

- Última rodada!

O balcão é onde vícios e virtudes se confundem no discurso. O balcão é a esperança de esperar que algo aconteça, que alguém te conheça. O balcão é onde se fica à vontade para ser como você é, sem se importar com seu próprio humor. Afinal, o balcão é a casa dos humores, é lá que tudo pode mudar. O balcão parece um filme.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Parodiando Fernando Pessoa na caruda, sem respeito, pé no peito, com estilo Jorge Ben...


Eu quero quer sempre aquilo com quem eu simpatizo,
e eu torno-me sempre, mais cedo ou mais tarde aquilo com quem eu simpatizo.
E eu simpatizo com tudo.
São-me simpáticas as mulheres superiores porque são superiores, e são-me simpáticas as mulheres inferiores porque são superiores tanto, porque ser inferior é diferente de ser superior,
e isso é uma superioridade a certos momentos de visão.
Eu simpatizo com algumas mulheres pelas suas qualidades de caráter com outras eu simpatizo pela falta dessas mesmas qualidades e com outras ainda eu simpatizo por simpatizar com elas
porque eu sou rei, absoluto na minha simpatia basta que ela exista para que eu tenha razão de ser!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Bono Vox e a Sagacidade Lusitana

Em um concerto do U2 em Lisboa, Bono pediu silêncio ao público e começou a bater palmas compassadamente. Olhando para as pessoas, que estavam em silêncio, ele disse no microfone:

- Eu quero que vocês pensem em algo muito sério. A cada batida de minhas mãos, uma criança morre na África.

Nesse momento uma voz das arquibancadas grita:

- Então para de bater, ó filho da p*&¨%!

(Recebi por e-mail)

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Comunidades na Internet

A inclusão digital no Brasil trouxe conseqüências inimagináveis. Pessoas de todas as idades, regiões e classes sociais do nosso país (de "dimensões continentais") integram o que hoje pode ser cogitada como a maior base de dados sobre a população brasileira: o Orkut. Obviamente, dentro disso subentende-se todo o potencial mercadológico e comunicacional das informações que podem ser extraídas deste site específico. Se existe alguma metáfora para "inconsciente coletivo", creio que o Orkut seja o que melhor se encaixa aqui em terras tupiniquins.

Muita gente e ingenuidade/ignorância abundante para com o meio é o que mais caracterizou o Orkut pra mim. Muitas pessoas cometeram orkuticídio em função disso até... Outras voltaram depois de um tempo de "rehab" e aprenderam sobre o quê querem e o que não querem expor de suas vidas...

Todos voltam pro Orkut depois de terminar um namoro, é evidente, meu caro Watson. Sua função como bem disse um amigo uma vez, é servir como o "grande barzinho da nação", onde vc pode encontrar alguns amigos, conhecer outros e obter informações valiosas sobre quem conhece quem, quem responde quem, quem gosta do quê... A quantidade de assuntos aumenta muito depois de ver as comunidades que aquela gatinha "participa".

Não demorou muito para que o Carnaval fosse incorporado também. Muitos começaram a criar avatares-fantasia e saíram na gandaia: seqüestros relâmpago com informações do Orkut, crises incontroláveis de ciúmes, bancarrota de relacionamentos estáveis, crescimento significativo na venda de câmeras digitais, uma vontade incontrolável de checar o computador a cada 15 minutos na esperança de um scrap... e muita, muita putaria... Já testemunhei linchamentos eletrônicos em página de scraps de acusados de assassinato, e já prestei homenagens póstumas a contatos orkutianos... Novos tempos pedem novos rituais.

O mais engraçado de tudo é que, embora o site tenha sido proposto, uma época pelo menos, para maiores de 18 anos, isso definitivamente não foi o que aconteceu... As comunidades "acéfalas" foram pipocando e subvertendo o sentido, que eu acreditava, original... começaram a ser usadas mais para criar vínculos bizarros de identidade entre as pessoas, do que para discutir assuntos de fato. É mais importante e fácil participar do que escrever. Claro que temos casos em que isso não acontece, mas acho q esse vídeo aqui abaixo vale pra 80% do que tá disponível no site... o q não deixa de ser muito interessante e culturalmente exótico (viva nóis!):



Milhões de parabéns atrasados para a Rosana Hermann que criou, editou e narrou esse vídeo, um dos vencedores do XIII Festival do Minuto de 2006, regional São Paulo. O tema era "Comunidades da Internet". Paguei um pau... e a narração tá sensacional!

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Piores Sites do Mundo

Eis aqui uma lista com os piores sites que já vi e me lembro, caso consigam se lembrar de outros, agradeço desde já pelas dicas:


http://havenworks.com/
Este site ganha na categoria "Portal". Sim... isso foi feito seriamente por alguém. E... não! Eu nunca tive coragem de clicar em nenhum link daqui.



http://www.dolly.com.br/
Pior site na categoria "Comercial". A Dolly consegue se impor como marca mais relaxada, mais mal-cuidada, mais "jogada às traças" da história de produtos que "até que vendem". Ela não poderia deixar por menos na internet.



http://www.asdf.com/
Pior site na categoria "Relevância de conteúdo". Entre e saiba o que é asdf, caso você realmente não tenha mais nada de útil pra ver.



http://www.geocities.com/zonapodre/
Pior site na categoria "Foi por querer". Não deixe de navegar por aí... algumas fotonovelas preciosas aguardam por você.



http://suzanadeoliveira.com/
Pior site na categoria "Portifólio". É claro que é muito anti-ético fazer o que estou fazendo, mas, neste caso, Suzana de Oliveira merece um award. Além das inúmeras bandas de heavy-metal desconhecidas entre o grosso de seus clientes, há uma certa altura do site onde acabam-se os links e vc fica preso na internet, wow! Lembra muito aqueles sites de "última página da internet" aqui e aqui e aqui.



http://www.daltony.com.br
Pior site na categoria "Daltony". Me surpreendi e até fiquei um pouco triste quando entrei no site agora. Daltony está se profissionalizando e uma agência muito esperta lhe fez um site novo. O site antigo tinha letras de músicas do Daltony, invenções pouco úteis do Daltony e a maior expansão que um ego humano já experimentou na hora de se auto-definir. De qualquer modo, no site novo ainda temos a história de vida do Daltony, que dá uma amostra muito modesta de sua personalidade enquanto "Rei do Pão de Queijo".



http://www.tetris1d.org/
Pior site na categoria "Game". Veja o que acontece quando uma piada nerd é levada às últimas conseqüências.


Por último, vai nosso querido Campeão Geral:

http://www.pudim.com.br
Está há 10 anos no ar (!) e tem o domínio religiosamente quitado na locaweb para deixar disponível uma horrorosa foto de um pudim e um incógnito endereço de email.


Bonus Link:

http://www.jellotime.com
Pois é, mas o Pudim.com.br ganhou uma versão web 3.0, vem aí, agora com muuuuuito mais interatividade: Jello Time!!!