Uma gazeta existencial e pós-contemporânea. Contém poesias embaraçosas, expressões viscerais escarradas e uma boa dose de caótico desejo intenso. Tudo sem absolutamente nenhum compromisso com a verdade ou ficção.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Hoje é um dia feliz?
Eu perguntei
todos responderam
Não me odeia
minha ex
Nenhuma delas
talvez
Me curei
de uma DST
uma amiga agora
deixa o carro
na garagem
outro menos horas
na tevê
boa notícia
em reportagem
dos grandes
só Brasil cresce
na estiagem
O tempo
desembaça desafetos
com coragem
efusivamente feliz
dancei músicas
pois mudar
é hábito saudável
mudar bem
é uma viagem
mudar é memorável
mudar é essência
do amor
é o bater
do coração
dia muito feliz,
como não?!
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terça-feira, 3 de março de 2009
Onírica memória
Se ainda habitas
os sonhos que lembro
é porque me despertas
a todo momento.
Não te esqueço,
um só sentido,
os beijos, suor, ter te ouvido,
tangerina, teus olhos
e aquele amor correspondido.
Os sonhos que lembro
são as dimensões do perdido
mas com o calor de dezembro
e o zumbir do mosquito
não há quem repouse tãobém.
Não há nem haverá,
talvez,
no mundo,
alguém como,
será?
Se ainda habito
seremos
pra sempre
onírica memória.
os sonhos que lembro
é porque me despertas
a todo momento.
Não te esqueço,
um só sentido,
os beijos, suor, ter te ouvido,
tangerina, teus olhos
e aquele amor correspondido.
Os sonhos que lembro
são as dimensões do perdido
mas com o calor de dezembro
e o zumbir do mosquito
não há quem repouse tãobém.
Não há nem haverá,
talvez,
no mundo,
alguém como,
será?
Se ainda habito
seremos
pra sempre
onírica memória.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
A próxima ocasião
Só se "não posso te beijar
em pleno carnaval"
for que assim não vê a sério
meu carinho meta-temporal.
Quem inventou seu papo
"estou quase a namorar"?
Comigo estará.
Dá-me um beijo agora
que hoje mesmo você namora.
Que culpa tem eu, pobre folião?
Você é muito linda p'ra esperar
a próxima ocasião.
em pleno carnaval"
for que assim não vê a sério
meu carinho meta-temporal.
Quem inventou seu papo
"estou quase a namorar"?
Comigo estará.
Dá-me um beijo agora
que hoje mesmo você namora.
Que culpa tem eu, pobre folião?
Você é muito linda p'ra esperar
a próxima ocasião.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
O prurido
Tenho um amigo
que tinha um prurido.
Não era chato,
mas era p'ra ele
problema de fato:
Incomodava todo dia
Parecia que andavam,
geográfica rua de verme
na derme descia e subia.
Pulgas nos pêlos equilibravam,
Uma urticária uniforme.
Um dia, lhe disse inspirado:
- Queira muito realizar sonhos,
mas não tua ansiedade, sarna.
Pare de roer tuas unhas.
Apague também cigarros.
Porque não te coça, amigo?
que tinha um prurido.
Não era chato,
mas era p'ra ele
problema de fato:
Incomodava todo dia
Parecia que andavam,
geográfica rua de verme
na derme descia e subia.
Pulgas nos pêlos equilibravam,
Uma urticária uniforme.
Um dia, lhe disse inspirado:
- Queira muito realizar sonhos,
mas não tua ansiedade, sarna.
Pare de roer tuas unhas.
Apague também cigarros.
Porque não te coça, amigo?
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Voo
wingsuit base jumping from Ali on Vimeo.
Não tenho muitas palavras pra falar disso aqui... O negócio é assistir e ficar boquiaberto.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Etimologias Inspiradoras
Fernão
Origem do Nome
Germânica
Variações do Nome
Fernando; Ferdinando.
Significado do Nome
Aquele que segue em frente com coragem.
Curiosidades do Nome
A origem desse nome é um tanto incerta. Supõe que seja uma espécie de colagem de duas expressões germânicas, uma que significaria jornada e outra que seria coragem. Daí a interpretação do significado acima. O fato histórico é que, na Idade Média, o nome Ferdinando começou a se popularizar, aos poucos, na Espanha. E, a partir dele, surgiram variações como Fernando e Fernão.
*************************
Versão Wikipedia
Ferdinand is a Germanic given name composed of the words for prepared/protection/safety (frithu) and journey/boldness/recklessness (nantha). It is particularly common in nations and regions that were settled by the Visigoths: Fernán, Fernando, Hernando, and Hernán in Spanish, Ferran in Catalan, and Fernando and Fernão in Portuguese. The Visigoths originally pronounced it as Frithnanth, later its Latinized form Frithunantus was pronounced that way by the Romans. According to Visigothic tradition it means "ardent for peace."
The French forms are Ferrand, Fernand, and Fernandel, and it is Ferdinando in Italian. In the United States the name has been Americanized into Fernie.
Etymology
From Germanic farð "journey" or frið "peace" + nand "ready, prepared".
Proper noun
Ferdinand
A male given name, best known for a 13th century king of Spain, but never popular in English.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Uns mais iguais que os outros
Juntaram 20 músicas que podem ser consideradas plágio e colocaram neste vídeo. Vale a pena conferir e perceber aqueles que são "mais iguais" que os outros. Não me convenci de que algumas ali são plágio, mas como não sou nenhum técnico musical também... vale a pena a diversão.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Nós na garganta
Assim como a palavra
desnuda o pensamento,
também o movimento
revela a intenção.
Cogito ergo sum?
Ser livre, ao contrário,
não se trata do salário
mas de escolha, opção.
O detento é livre p'ra escapar.
Fazer-se libertar é que são elas:
as angústias, autonomia das escolhas.
Liberdade, liberdade...
As pessoas se amarram com as palavras,
quase se enforcam com aquelas últimas, as inefáveis...
Depois presenteiam-se como nós.
desnuda o pensamento,
também o movimento
revela a intenção.
Cogito ergo sum?
Ser livre, ao contrário,
não se trata do salário
mas de escolha, opção.
O detento é livre p'ra escapar.
Fazer-se libertar é que são elas:
as angústias, autonomia das escolhas.
Liberdade, liberdade...
As pessoas se amarram com as palavras,
quase se enforcam com aquelas últimas, as inefáveis...
Depois presenteiam-se como nós.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Nihil lacrima citius arescit
P'ra eu te esquecer é um minuto.
O que eu chorei
Foi só por pobre de mim.
Amanhã vai ter outro a fim
E nem lembrarei
que disseram que amei.
Pois bem eu sabia
que seu coração aflito
evitava o conflito
e cansado durmia,
se achando o astuto,
enquanto eu gozei.
Sei, bem, eu sei.
O que eu chorei
Foi só por pobre de mim.
Amanhã vai ter outro a fim
E nem lembrarei
que disseram que amei.
Pois bem eu sabia
que seu coração aflito
evitava o conflito
e cansado durmia,
se achando o astuto,
enquanto eu gozei.
Sei, bem, eu sei.
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sábado, 10 de janeiro de 2009
A insustentável leveza
"If we have only one life to live, we might as well not have lived at all" (Milan Kundera)

A dualidade maniqueísta entre leve e pesado só parece um grande dilema para a classificação das tradicionais associações ocidentais (positivo/bom e negativo/ruim) porque a relatividade não costuma ser fácil para a ordem e boa análise, ainda que incorporados pela ciência em alguns aspectos. Assim, o único aspecto que podemos comprovar - nesta relação entre muitos ou poucos Newtons atraindo nossa existência para o centro gravitacional da terra - é que se trata de fato de uma dualidade sensível aos seres dotados de massa.
Porém, dizer absolutamente que determinado objeto ou subjetividade é pesada ou leve determina um ponto de referência que relativizará todo nosso raciocínio necessariamente: denotativo ou conotativo? Os dois, a metáfora só é boa quando é concreta: qualquer nomeação, tipificação, organização não passa de moral, um juízo de valor e/ou necessidade de economia lingüística em favor do grupo social e sua perpetuação. Metáfora da metáfora é meta-metáfora e isso não interessa a ninguém, só ao artista "ainda não-exilado" de ditaduras.
Uma criança, desde o momento em que é fecundada, começa a ganhar peso. Deixa de ser leve e passa a existir com o peso do gozo que é guardado pelo corpo, que o nutre até o momento em que é pesado demais para ser uma pessoa só, nasce.
O peso não pára de crescer. Peso é energia potencial. Peso é corpo. No corpo é onde se sente, é o meio da vida. Cada mililitro de sangue, leite, proteína e água sorvido por um bebê trata-se de energia humana em última instância. Este é um comprometimento do qual não se tem volta, é uma promissória assinada com a linguagem que se ganha a nova cada cognição.
Chega (ou não, para alguns) o momento da vida que somos suficientemente pesados e temos carne, ossos, músculos, nervos, olhos e paladares que são excelentes para nossa independência vital. Suficientes para um ego no limite social de sua liberdade, felicidade, saúde, bem-estar, hormônios estabilizados e em harmonia com os pensamentos.
Esta carne madura começa a murchar logo após seu clímax. Começa a pagar a conta de tanto investimento. A sociedade cobra cada caloria de volta e o peso da cobrança tem o fiel da balança na consciência particular e cada particular ruga no rosto. Muitas vezes dá origem a outra carne da qual se responsabilizará de fornecer energia, voz e peso. "Uma única metáfora pode dar a luz ao amor".
Isso acontecerá enquanto a carne definha e fica insustentavelmente leve (alguns chegam a perder o cálcio dos ossos, quebram). Até o momento em que não há mais nada armazenado naquele corpo para ser entregue de volta ao conjunto da energia humana.
O corpo, inútil, é gentilmente devolvido à terra, à água, ao fogo, ao ar. A memória daquela energia humana tão concentrada se esvaiu numa mágica desmaterializante. Borboletas esvoejam de dentro de uma caixa que não se quereria abrir: a caixa das histórias que não acontecerão mais naquela companhia.

A dualidade maniqueísta entre leve e pesado só parece um grande dilema para a classificação das tradicionais associações ocidentais (positivo/bom e negativo/ruim) porque a relatividade não costuma ser fácil para a ordem e boa análise, ainda que incorporados pela ciência em alguns aspectos. Assim, o único aspecto que podemos comprovar - nesta relação entre muitos ou poucos Newtons atraindo nossa existência para o centro gravitacional da terra - é que se trata de fato de uma dualidade sensível aos seres dotados de massa.
Porém, dizer absolutamente que determinado objeto ou subjetividade é pesada ou leve determina um ponto de referência que relativizará todo nosso raciocínio necessariamente: denotativo ou conotativo? Os dois, a metáfora só é boa quando é concreta: qualquer nomeação, tipificação, organização não passa de moral, um juízo de valor e/ou necessidade de economia lingüística em favor do grupo social e sua perpetuação. Metáfora da metáfora é meta-metáfora e isso não interessa a ninguém, só ao artista "ainda não-exilado" de ditaduras.
Uma criança, desde o momento em que é fecundada, começa a ganhar peso. Deixa de ser leve e passa a existir com o peso do gozo que é guardado pelo corpo, que o nutre até o momento em que é pesado demais para ser uma pessoa só, nasce.
O peso não pára de crescer. Peso é energia potencial. Peso é corpo. No corpo é onde se sente, é o meio da vida. Cada mililitro de sangue, leite, proteína e água sorvido por um bebê trata-se de energia humana em última instância. Este é um comprometimento do qual não se tem volta, é uma promissória assinada com a linguagem que se ganha a nova cada cognição.
Chega (ou não, para alguns) o momento da vida que somos suficientemente pesados e temos carne, ossos, músculos, nervos, olhos e paladares que são excelentes para nossa independência vital. Suficientes para um ego no limite social de sua liberdade, felicidade, saúde, bem-estar, hormônios estabilizados e em harmonia com os pensamentos.
Esta carne madura começa a murchar logo após seu clímax. Começa a pagar a conta de tanto investimento. A sociedade cobra cada caloria de volta e o peso da cobrança tem o fiel da balança na consciência particular e cada particular ruga no rosto. Muitas vezes dá origem a outra carne da qual se responsabilizará de fornecer energia, voz e peso. "Uma única metáfora pode dar a luz ao amor".
Isso acontecerá enquanto a carne definha e fica insustentavelmente leve (alguns chegam a perder o cálcio dos ossos, quebram). Até o momento em que não há mais nada armazenado naquele corpo para ser entregue de volta ao conjunto da energia humana.
O corpo, inútil, é gentilmente devolvido à terra, à água, ao fogo, ao ar. A memória daquela energia humana tão concentrada se esvaiu numa mágica desmaterializante. Borboletas esvoejam de dentro de uma caixa que não se quereria abrir: a caixa das histórias que não acontecerão mais naquela companhia.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Ex movere
Primeiro escrevo tudoaquilo que me aflige.
Que traga cigarros,
que range dentes
quando tento sonhar.
Escrevo e encaro
como quem escarro
e mastigo quando tento,
como tento desejar.
Onde o real,
o concreto
se encontra
com o ideal?
É no corpo,
só no sentimento?
No sentido?
Do que se lembra?
E a vida?
Diga lá o que é, baby:
uma coleção de emoções?
Um chuveiro quebrado,
um bom negócio?
um pai que morre?
um filho?
presença e saudades da amada?
realizações profundas, sagradas?
e as sacrificadas?
eram menos profundas ou sagradas?
Como os mitos são forjados?
Uma liga de bronze fundido
rompe as carótidas de um cordeiro pensante.
Qual o drama? You missed the plot!
O ator tá morto no deserto.
Qual o drama do herói?
Representar a todos?
Sendo assim?
Escutando fantasmas?
Porque escrevo meus poemas
no meu caderno de informações profissionais?
Os fantasmas não eram nada
mais que o ranger dos meus próprios
dentes quando amanhecer.
Amanhã é segunda-feira,
ou daqui a pouco?
Releio, declaro
com beijo e phalo
que quero te amar.
Se eu quero que você me ame,
começo a te amar.
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
3 possibilidades para a destruição do amor
(SARTRE, Jean-Paul; "O Ser e o Nada", pág. 470, Ed. Vozes)
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Eu que é só teu
Para escolher o que é parte de mim
reparte a minha vontade.
Escolho palavras e atos
tão sólidos quanto abstratos.
Jogo no mundo, se me encontrastes...
Fecho o olho e pulo
à espera de teus comentários.
Mas só eu mesmo, Para-Si
me encontraria no oráculo, hilário.
Para-Outro seria
relevante te encontrar.
Saber como ando
meu lado coisificado.
Pois das coisas que escolho
sozinho já me sinto
parte partido, já parto abandonado.
Pois faltam teus olhos
no meu sentido.
Falta eu que é só teu,
falta eu, teu namorado.
reparte a minha vontade.
Escolho palavras e atos
tão sólidos quanto abstratos.
Jogo no mundo, se me encontrastes...
Fecho o olho e pulo
à espera de teus comentários.
Mas só eu mesmo, Para-Si
me encontraria no oráculo, hilário.
Para-Outro seria
relevante te encontrar.
Saber como ando
meu lado coisificado.
Pois das coisas que escolho
sozinho já me sinto
parte partido, já parto abandonado.
Pois faltam teus olhos
no meu sentido.
Falta eu que é só teu,
falta eu, teu namorado.
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quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Menino Malufinho? Porra, Kassab!!

Eu vi uma coisa muito legal nessas campanhas americanas, vários designers, para expressar apoio a Obama fizeram cartazes.
http://www.designforobama.org/
Me empolguei com a idéia, e resolvi ajudar nas eleições aqui, embora com muito mais pressa.
Quem sabe ainda não dá tempo do pessoal perceber o que está atrás do Menino Malufinho...
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quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Vamos Acabar Com Esta Folga
Texto excelente do Stanislaw Ponte Preta, ou Sérgio Porto (pros menos íntimos)...
Uma belíssima reflexão pós-olímpica:
O negócio aconteceu num café. Tinha uma porção de sujeitos, sentados nesse café, tomando umas e outras. Havia brasileiros, portugueses, franceses, argelinos, alemães, o diabo.
De repente, um alemão forte pra cachorro levantou e gritou que não via homem pra ele ali dentro. Houve a surpresa inicial, motivada pela provocação e logo um turco, tão forte como o alemão, levantou-se de lá e perguntou:
— Isso é comigo?
— Pode ser com você também — respondeu o alemão.
Aí então o turco avançou para o alemão e levou uma traulitada tão segura que caiu no chão. Vai daí o alemão repetiu que não havia homem ali dentro pra ele. Queimou-se então um português que era maior ainda do que o turco. Queimou-se e não conversou. Partiu para cima do alemão e não teve outra sorte. Levou um murro debaixo dos queixos e caiu sem sentidos.
O alemão limpou as mãos, deu mais um gole no chope e fez ver aos presentes que o que dizia era certo. Não havia homem para ele ali naquele café. Levantou-se então um inglês troncudo pra cachorro e também entrou bem. E depois do inglês foi a vez de um francês, depois de um norueguês etc. etc. Até que, lá do canto do café levantou-se um brasileiro magrinho, cheio de picardia para perguntar, como os outros:
— Isso é comigo?
O alemão voltou a dizer que podia ser. Então o brasileiro deu um sorriso cheio de bossa e veio vindo gingando assim pro lado do alemão. Parou perto, balançou o corpo e... pimba! O alemão deu-lhe uma porrada na cabeça com tanta força que quase desmonta o brasileiro.
Como, minha senhora? Qual é o fim da história? Pois a história termina aí, madame. Termina aí que é pros brasileiros perderem essa mania de pisar macio e pensar que são mais malandros do que os outros.
Uma belíssima reflexão pós-olímpica:
O negócio aconteceu num café. Tinha uma porção de sujeitos, sentados nesse café, tomando umas e outras. Havia brasileiros, portugueses, franceses, argelinos, alemães, o diabo.
De repente, um alemão forte pra cachorro levantou e gritou que não via homem pra ele ali dentro. Houve a surpresa inicial, motivada pela provocação e logo um turco, tão forte como o alemão, levantou-se de lá e perguntou:
— Isso é comigo?
— Pode ser com você também — respondeu o alemão.
Aí então o turco avançou para o alemão e levou uma traulitada tão segura que caiu no chão. Vai daí o alemão repetiu que não havia homem ali dentro pra ele. Queimou-se então um português que era maior ainda do que o turco. Queimou-se e não conversou. Partiu para cima do alemão e não teve outra sorte. Levou um murro debaixo dos queixos e caiu sem sentidos.
O alemão limpou as mãos, deu mais um gole no chope e fez ver aos presentes que o que dizia era certo. Não havia homem para ele ali naquele café. Levantou-se então um inglês troncudo pra cachorro e também entrou bem. E depois do inglês foi a vez de um francês, depois de um norueguês etc. etc. Até que, lá do canto do café levantou-se um brasileiro magrinho, cheio de picardia para perguntar, como os outros:
— Isso é comigo?
O alemão voltou a dizer que podia ser. Então o brasileiro deu um sorriso cheio de bossa e veio vindo gingando assim pro lado do alemão. Parou perto, balançou o corpo e... pimba! O alemão deu-lhe uma porrada na cabeça com tanta força que quase desmonta o brasileiro.
Como, minha senhora? Qual é o fim da história? Pois a história termina aí, madame. Termina aí que é pros brasileiros perderem essa mania de pisar macio e pensar que são mais malandros do que os outros.
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quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Paradoxo do Busão
Enquanto as pessoas se sentirem assim toda vez, vai ser difícil o abandono dos automóveis particulares em geral. Muito bom o roteiro e os desenhos... Tema extremamente urbano e relevante. A narração parece que foi feita pelo personagem em um gravador portátil in loco, de tão convincente que são as suas entonações. Sensacional!
sexta-feira, 18 de julho de 2008
A Boy named Sue
Excelente som de Johnny Cash:
A Boy Named Sue was first sung by Johnny Cash in 1969 at San Quentin. The song was written by Shel Silverstein, and become a humongous hit. It went to #1 on the Country charts, and #2 on the Pop Charts.
My daddy left home when I was three
And he didn't leave much to ma and me
Just this old guitar and an empty bottle of booze.
Now, I don't blame him cause he run and hid
But the meanest thing that he ever did
Was before he left, he went and named me "Sue."
Well, he must o' thought that is quite a joke
And it got a lot of laughs from a' lots of folk,
It seems I had to fight my whole life through.
Some gal would giggle and I'd get red
And some guy'd laugh and I'd bust his head,
I tell ya, life ain't easy for a boy named "Sue."
Well, I grew up quick and I grew up mean,
My fist got hard and my wits got keen,
I'd roam from town to town to hide my shame.
But I made a vow to the moon and stars
That I'd search the honky-tonks and bars
And kill that man who gave me that awful name.
Well, it was Gatlinburg in mid-July
And I just hit town and my throat was dry,
I thought I'd stop and have myself a brew.
At an old saloon on a street of mud,
There at a table, dealing stud,
Sat the dirty, mangy dog that named me "Sue."
Well, I knew that snake was my own sweet dad
From a worn-out picture that my mother'd had,
And I knew that scar on his cheek and his evil eye.
He was big and bent and gray and old,
And I looked at him and my blood ran cold
And I said: "My name is 'Sue!' How do you do!
Now your gonna die!!"
Well, I hit him hard right between the eyes
And he went down, but to my surprise,
He come up with a knife and cut off a piece of my ear.
But I busted a chair right across his teeth
And we crashed through the wall and into the street
Kicking and a' gouging in the mud and the blood and the beer.
I tell ya, I've fought tougher men
But I really can't remember when,
He kicked like a mule and he bit like a crocodile.
I heard him laugh and then I heard him cuss,
He went for his gun and I pulled mine first,
He stood there lookin' at me and I saw him smile.
And he said: "Son, this world is rough
And if a man's gonna make it, he's gotta be tough
And I knew I wouldn't be there to help ya along.
So I give ya that name and I said goodbye
I knew you'd have to get tough or die
And it's the name that helped to make you strong."
He said: "Now you just fought one hell of a fight
And I know you hate me, and you got the right
To kill me now, and I wouldn't blame you if you do.
But ya ought to thank me, before I die,
For the gravel in ya guts and the spit in ya eye
Cause I'm the son-of-a-bitch that named you "Sue.'"
I got all choked up and I threw down my gun
And I called him my pa, and he called me his son,
And I came away with a different point of view.
And I think about him, now and then,
Every time I try and every time I win,
And if I ever have a son, I think I'm gonna name him
Bill or George! Anything but Sue! I still hate that name!
A Boy Named Sue was first sung by Johnny Cash in 1969 at San Quentin. The song was written by Shel Silverstein, and become a humongous hit. It went to #1 on the Country charts, and #2 on the Pop Charts.
My daddy left home when I was three
And he didn't leave much to ma and me
Just this old guitar and an empty bottle of booze.
Now, I don't blame him cause he run and hid
But the meanest thing that he ever did
Was before he left, he went and named me "Sue."
Well, he must o' thought that is quite a joke
And it got a lot of laughs from a' lots of folk,
It seems I had to fight my whole life through.
Some gal would giggle and I'd get red
And some guy'd laugh and I'd bust his head,
I tell ya, life ain't easy for a boy named "Sue."
Well, I grew up quick and I grew up mean,
My fist got hard and my wits got keen,
I'd roam from town to town to hide my shame.
But I made a vow to the moon and stars
That I'd search the honky-tonks and bars
And kill that man who gave me that awful name.
Well, it was Gatlinburg in mid-July
And I just hit town and my throat was dry,
I thought I'd stop and have myself a brew.
At an old saloon on a street of mud,
There at a table, dealing stud,
Sat the dirty, mangy dog that named me "Sue."
Well, I knew that snake was my own sweet dad
From a worn-out picture that my mother'd had,
And I knew that scar on his cheek and his evil eye.
He was big and bent and gray and old,
And I looked at him and my blood ran cold
And I said: "My name is 'Sue!' How do you do!
Now your gonna die!!"
Well, I hit him hard right between the eyes
And he went down, but to my surprise,
He come up with a knife and cut off a piece of my ear.
But I busted a chair right across his teeth
And we crashed through the wall and into the street
Kicking and a' gouging in the mud and the blood and the beer.
I tell ya, I've fought tougher men
But I really can't remember when,
He kicked like a mule and he bit like a crocodile.
I heard him laugh and then I heard him cuss,
He went for his gun and I pulled mine first,
He stood there lookin' at me and I saw him smile.
And he said: "Son, this world is rough
And if a man's gonna make it, he's gotta be tough
And I knew I wouldn't be there to help ya along.
So I give ya that name and I said goodbye
I knew you'd have to get tough or die
And it's the name that helped to make you strong."
He said: "Now you just fought one hell of a fight
And I know you hate me, and you got the right
To kill me now, and I wouldn't blame you if you do.
But ya ought to thank me, before I die,
For the gravel in ya guts and the spit in ya eye
Cause I'm the son-of-a-bitch that named you "Sue.'"
I got all choked up and I threw down my gun
And I called him my pa, and he called me his son,
And I came away with a different point of view.
And I think about him, now and then,
Every time I try and every time I win,
And if I ever have a son, I think I'm gonna name him
Bill or George! Anything but Sue! I still hate that name!
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Teste da Cafeína!
Jack Kerouac
texto passado por email por um amigo:

"Aqui estão os Loucos. Também chamados de desajustados, rebeldes e criadores de caso. Aqueles que veem coisas de uma forma diferente, que não gostam de muitas regras e que não respeitam o status quo. Você pode elogiá-los, discordar ou duvidar deles, endeusá-los ou difamá-los. A única coisa que não pode fazer é ignorá-los pois eles provocam mudanças. Eles inventam. Imaginam. Resolvem. Exploram. Criam e Inspiram. Eles obrigam a espécie humana a evoluir. Talvez eles tenham que ser loucos. De outra forma, como alguém poderia enxergar uma obra de arte em uma tela vazia? Ou sentar em silêncio e imaginar uma música que nunca foi escrita? Ou olhar a lua e imaginar uma estação espacial? Alguns podem vê-los como loucos, nós os chamamos de empreendedores. Pois as pessoas que são loucas o suficiente para pensar que podem mudar o mundo, são justamente aqueles que o fazem."

"Aqui estão os Loucos. Também chamados de desajustados, rebeldes e criadores de caso. Aqueles que veem coisas de uma forma diferente, que não gostam de muitas regras e que não respeitam o status quo. Você pode elogiá-los, discordar ou duvidar deles, endeusá-los ou difamá-los. A única coisa que não pode fazer é ignorá-los pois eles provocam mudanças. Eles inventam. Imaginam. Resolvem. Exploram. Criam e Inspiram. Eles obrigam a espécie humana a evoluir. Talvez eles tenham que ser loucos. De outra forma, como alguém poderia enxergar uma obra de arte em uma tela vazia? Ou sentar em silêncio e imaginar uma música que nunca foi escrita? Ou olhar a lua e imaginar uma estação espacial? Alguns podem vê-los como loucos, nós os chamamos de empreendedores. Pois as pessoas que são loucas o suficiente para pensar que podem mudar o mundo, são justamente aqueles que o fazem."
segunda-feira, 7 de julho de 2008
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